InícioPernambucoConheça os dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

Conheça os dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), divulgou nesta quarta-feira (06/08) o resultado do 20º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV-PE). Com a escolha de mais dez mestres, mestras e grupos, o Estado passa a ter 115 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões. A eleição ocorreu, nesta manhã, em reunião presencial do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), na Academia Pernambucana de Letras (APL).

Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: Dona Maria Viúva (Maracatu de Baque Solto  -Glória do Goitá, Zona da Mata), Boi Tira-Teima (Bumba Meu Boi – Caruaru, Agreste), Mestra Mariquinha do Samba de Coco (Samba de Coco – Tupanatinga, Agreste), Maestro Edson Rodrigues (Frevo – Música – Recife, RMR), Mestra Joana Cavalcante (Maracatu de Baque Virado – Recife, RMR), Maracatu Nação Raízes de Pai Adão (Maracatu de Baque Virado – Recife, RMR), Dona Dá (Carnavalesca – Olinda, RMR), Mestre Lourenço (Artesanato de Palha – Goiana – Zona da Mata Norte), Terezinha do Acordeon (Matrizes do Forró – Recife, RMR) e Xirumba Amorim (Fotografia – Olinda, RMR). Na reunião, na qual foram eleitos os dez novos Patrimônios Vivos, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural fez a leitura dos critérios e diretrizes que foram norteadores para a difícil missão da avaliação das candidaturas e escolha dos contemplados.Fotos Eduardo Cunha Secult PE Fundarpe 1 Easy Resize.com

“Com grande alegria nós acompanhamos a eleição dos mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco, Estado pioneiro nessa política de preservação e que chega ao número de 115 titulações. Além do reconhecimento, essas pessoas e grupos culturais assumem a responsabilidade de transmitir seus saberes e tradições às gerações do presente e futuro”, celebra a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba. 

SOBRE OS NOVOS PATRIMÔNIOS

  1. Boi Tira Teima

Criado em 1922, o grupo de Bumba Meu Boi é símbolo da cultura popular caruaruense. Liderado por Mestre Gerson e, posteriormente, por sua esposa Dona Lindaura e o filho Mestre Roberto Gercino, mantém viva a tradição centenária com ações educativas e socioculturais. Atua em festivais e escolas, com destaque para seus projetos formativos e o recente reconhecimento como Ponto de Cultura.

  1. Dona Dá

Nascida no Recife em 1938, tornou-se figura central do Carnaval olindense. Recebeu o título de Cidadã Olindense por sua contribuição à folia e à cultura local. É símbolo da ligação afetiva e cultural entre as cidades-irmãs Recife e Olinda.

  1. Dona Maria Viúva

Mestra do Maracatu Estrela da Tarde, fundado em seu terreiro em 1977. Sua vida é dedicada à preservação do maracatu de baque solto e à transmissão de saberes tradicionais através da oralidade e da vivência coletiva. Liderança respeitada, é referência viva da cultura afro-indígena pernambucana.

  1. Mestra Mariquinha

Guardião do Samba de Coco, dança desde a infância. Após a morte dos primeiros mestres, tornou-se a principal liderança da manifestação em Tupanatinga. Com memória afiada e vasto repertório oral, ensina e inspira novas gerações, mesmo com saúde fragilizada. 

  1. Maestro Edson Rodrigues

Instrumentista e regente, é autor do clássico frevo “Duas Épocas” (1965). Fundador da Banda Municipal do Recife, foi homenageado no documentário Sete Corações. Professor, arranjador e incentivador de novos músicos, é uma das maiores referências do frevo pernambucano. 

  1. Maracatu Nação Raízes de Pai Adão

Fundado em 1998 por descendentes de Pai Adão no Terreiro Obá Ogunté, representa a fusão entre o maracatu e a religiosidade afro-brasileira. Mantém viva a tradição Yorubana há nove gerações, com forte atuação comunitária e sociocultural.

  1. Mestra Joana Cavalcante

Primeira mulher a liderar uma Nação de Maracatu (Encanto do Pina). Fundadora do movimento feminista Baque Mulher, promove cultura, empoderamento e resistência por meio da arte. Atua nacional e internacionalmente com oficinas, apresentações e projetos sociais voltados à juventude e às mulheres negras.

  1. Mestre Lourenço

Artesão da fibra da Cana Brava, aprendeu sozinho a confeccionar cestos e utensílios. É referência no artesanato pernambucano e fundador de técnicas que sustentam sua família há décadas. É Mestre Artesão desde 2013 e símbolo de resistência e criatividade.

  1. Terezinha do Acordeon

Pioneira entre mulheres sanfoneiras, começou a tocar ainda na infância. Gravou dez discos, participou de turnês internacionais e fundou o Bloco Sanfona do Povo. Liderança no forró, atua também em projetos beneficentes e é maestrina da Orquestra Sanfônica de Pernambuco.

  1. Xirumba Amorim

Fotógrafo, cronista e artista plástico, documenta há mais de 50 anos o cotidiano e as lutas sociais do povo nordestino. Com exposições nacionais e internacionais, sua obra é uma crônica visual da realidade brasileira. Mesmo enfrentando problemas de saúde, segue ativo e comprometido com a arte e a memória coletiva.

HISTÓRIA – Pernambuco foi o primeiro Estado a implantar efetivamente uma política de registro das tradições culturais populares e de valorização dos detentores desses conhecimentos tradicionais. A Lei Estadual nº 12.196, de 2 de maio de 2002, instituiu a concessão do título de Patrimônio Vivo do Estado Pernambuco (RPV-PE), que prevê o pagamento de uma pensão vitalícia para os mestres e/ou grupos culturais, selecionados por meio de edital público, lançado anualmente.Fotos Eduardo Cunha Secult PE Fundarpe 3 Easy Resize.comComo contrapartida, constitui dever do Patrimônio Vivo participar de programas de ensino e de aprendizagem de seus conhecimentos e técnicas organizados pela Secretaria Estadual de Cultura. Desta forma tem-se a garantia de que os saberes de um povo não se extingam, com a morte de um mestre ou grupo da arte de fazer, mas que se perpetue, com seus alunos e aprendizes.

Quando passou a vigorar ficou estabelecido que a cada ano deveriam ser registrados três novos nomes. Em 2016, em virtude do aumento significativo de inscrições para concorrer ao RPV-PE, houve a necessidade de ampliar o número de bolsas concedidas. Assim a Lei nº 15.944, de dezembro de 2016, aumentou de três para seis o número de bolsas anuais outorgadas aos mestres, mestras e grupos da cultura popular pernambucana.

É indiscutível que a Lei de Registro do Patrimônio Vivo significa um grande avanço das políticas públicas para salvaguardar os patrimônios culturais de natureza imaterial do Estado. Ao longo dos últimos anos o incremento das inscrições de candidaturas em todas as regiões de Pernambuco levou à necessidade de ampliar mais uma vez o número de bolsas concedidas. A Lei nº 17.489, de 25 de novembro de 2021, aumentou de seis para dez o quantitativo máximo de candidatos contemplados no RPV-PE.

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Assessoria de Comunicação

Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE)

Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

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