Mais um capítulo sobre a volta do auxílio emergencial saiu nesta semana. O ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu recentemente com os novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para discutir a aprovação da PEC Emergencial que será discutida no início de março pelo Congresso. Guedes disse que a volta do auxílio é uma realidade, mas que tem de haver uma contrapartida para contenção de gastos.
O ministro falou que o auxílio como foi até agora não existirá mais, mas que um novo benefício para “metade dos beneficiários” vai ser pago, referindo-se ao grupo de 68 milhões de pessoas que recebeu a ajuda no ano passado. Voltar a pagar o auxílio depende ainda de ‘cláusulas necessárias’, quando o Senado votar a PEC Emergencial (PEC 186/2019), que cria mecanismos de ajuste fiscal para União, estados e municípios. A aprovação da PEC vai viabilizar o pagamento de um novo auxílio emergencial.
Nesta segunda-feira (01), Guedes se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e o anúncio de como será o novo auxílio deve ser feito muito em breve. O governo enfrenta uma grave crise fiscal e precisa ainda definir de onde sairão os recursos para bancar os novos pagamentos. Bolsonaro também confirmou em live feita por meio de seu canal no youtube na quinta (25), que o auxílio será retomado: “A partir de março, mais 4 parcelas de R$ 250“, citou o presidente, não dando mais detalhes de como será o novo formato.
O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco já se disse favorável a volta do benefício e defendeu ajudar a parte mais pobre e vulnerável do país. “A pandemia continua e agora eu vim ao ministro da Economia, Paulo Guedes, externar o que é a preocupação do Congresso Nacional que é uma preocupação em relação à assistência social, a um socorro que seja urgente, emergencial“, citou.

