A professora da rede municipal de ensino de Juazeiro-BA, Socorro Bandeira, irmã do ex-prefeito Joseph e apoiadora do governo Suzana Ramos, fez graves denúncias na Imprensa, nesta segunda (12) contra o Processo Seletivo realizado pela Prefeitura de Juazeiro por meio da Secretaria Municipal da Educação.
De acordo com a professora, ocorreram “atos inaceitáveis” na seleção onde “aconteceu tudo (no certame) menos lisura e equidade”. “Como o antepenúltimo foi promovido ao primeiro da lista?” Questionou a educadora que afirma ter sido aprovada em primeiro lugar da seleção.
De acordo com a professora Socorro Bandeira, na segunda lista publicada no Diário Oficial, após prazo recursal, houve alteração na colocação dos candidatos. Ela destacou que foi trocada pelo candidato que constava no final da primeira lista divulgada. “Foi feito na mão grande”.
Ela relatou que foi até a Secretaria de Educação tentando esclarecer suas dúvidas e chegando ao órgão se surpreendeu “com a quantidade de gente inconformada pelos mesmos motivos que os meus”.
“As pessoas estavam decepcionados, inconformadas com o que foi publicado na segunda lista, após os atos recursais”.
Socorro Bandeira classificou os critérios avaliativos como permeados de “atos de desonestidade” e fez outro questionamento: “como professores com pós-graduação e/ou mestrado tiveram pontuação zero?”.
A professora afirmou ainda “que estava convicta de que “não foram lapsos, equívocos ou erratas. Os absurdos ocorreram, muito provavelmente de caso muito bem, anteriormente, pensado, e que ludibriaram, inescrupulosamente, o direito das pessoas de adquirirem legalmente a vaga pretendida”.
Ela cobrou da Prefeita Suzana Ramos “uma dura atitude a respeito”.
A educadora disse também que chegou a questionar suas indagações a Secretária de Educação Normeide Almeida, mas teve a impressão de certo “embaraço” por parte da gestora, que chamou outras três pessoas responsáveis pela organização da seleção para justificarem os atos questionados. Socorro Bandeira disse ainda que não saiu convencida com as explicações da equipe que mudou o discurso afirmando que a vaga dela estaria assegurada.
“Disseram que eu teria minha vaga de primeiro lugar garantida”.
No entanto, a professora respondeu que não estava pedindo favores, “mas o que é meu por direito, reivindicando o que me pertence”.
Classificando o ato da Seduc de “desonesto e irresponsável” Socorro Bandeira sugeriu que “os inscritos na seleção, que se sentirem lesados, ludibriados por tamanha desfaçatez procurem os meios legais na Justiça para apurar os fatos”.
E mandou um recado para a Secretária de Educação Normeide Almeida: “Não entenderei nunca sua atitude de permitir que isso possa ocorrer diante dos seus olhos. Ou a senhora é uma mera figurante ou concordou com este expediente ilegal. (…) afinal quem manda na Secretaria de Educação é ou não é a senhora?”, questionou Socorro Bandeira.
Finalizando, a professora sugeriu aos políticos ligados a gestão que avaliem a possibilidade de mudança no comando da pasta.
Socorro Bandeira tem 35 anos de experiência profissional em sala de aula e três como gestora de uma unidade escolar, segundo afirmou na carta enviada a imprensa.
O outro lado
Confira nota da Seduc:
A Secretaria de Educação e Juventude (Seduc) de Juazeiro informa que o Processo Seletivo Simplificado para Agente de Portaria e Professor seguiu todas as etapas estabelecidas pelo Edital 02/2021, respeitando a lisura de cada processo, de acordo com o item 6 do Edital. Todas as etapas e suas repercussões foram amplamente divulgadas no site da Prefeitura de Juazeiro, imprensa local e redes sociais do governo municipal.
A Seduc ressalta que o período para anexação dos documentos chegou a ser prorrogado para atender a grande demanda e oportunizar aos demais candidatos a revisão documental. A Comissão Organizadora e Avaliadora do Processo Seletivo identificou diversos erros na anexação dos documentos por alguns candidatos, como por exemplo, documentação incompatível para a função, ausência do requisito mínimo, ou ainda, documentos incompletos para o preenchimento do campo pretendido. A Seduc destaca ainda que, a pontuação máxima permitida pelo Edital no critério Experiência Profissional era de até 5 anos (totalizando 2,5 pontos) não afetando assim, profissionais com maior tempo de experiência.
(Com informações do Grupo Vale Acordou)

