Depois de muitas tentativas de negociação e intransigência por parte da OAB do Distrito Federal, o Presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens do Distrito Federal, Douglas de Almeida Cunha, recebeu uma série de demandas que correm no âmbito do Ministério Público – denúncias feitas por empregados que têm vários depoimentos comprovando histórias de coisas mais absurdas possíveis que acontecem diariamente nos bastidores da OAB.
De acordo com o líder sindical Douglas de Almeida, a gestão atual protagonizou cenas lamentáveis durante a assembleia realizada pela categoria na manhã desta sexta,7.
“Tivemos um episódio muito triste, onde um assessor da gestão (Dr. Délio), estava gritando e intimidando os funcionários na nossa Assembleia, que deveria ser algo tranquilo e pacífico. Nós não teremos a mesma postura da OAB. Por isso, senhor advogado e advogada fiquem tranquilos: o atendimento dos Senhores será garantido por nós, pois a nossa greve não objetiva prejudicar a advocacia, visa alertar aos advogados e advogadas do problema que está ocorrendo dentro da OAB”, destacou.
Segundo Douglas – existem denúncias gravíssimas correndo no Ministério Público do trabalho, de ocorrências que fogem completamente da realidade de um órgão que tem por princípio a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito.
“Não entendemos como democracia uma entidade que persegue pessoas, que está indo em assembleias, coagir as pessoas e/ou ameaçá-las dentro de um local onde o trabalhador tem o direito de exercer o seu direito de voto e de decisão. A nossa luta é pelos nossos direitos”, assegurou.
Além dos descumprimentos do acordo coletivo, dos contratos de trabalho, a gestão Délio Lins, permite acontecer: “Casos de pessoas que não podem usar o banheiro, pessoas que são trancados em salas, pessoas que se sentem coagidas, algumas que tem que fazer as necessidades fisiológicas em terrenos baldios! Então, são coisas que quando a gente leva a gente não acredita que isso esteja ocorrendo dentro da OAB, na Casa da advocacia, mas que infelizmente estão correndo. Isso tudo trazido por depoimentos de trabalhadores do sistema, que apresentaram essas denúncias ao Ministério Público, são coisas realmente gritantes e absurdas, que nos deixam extremamente preocupados”, enumerou o presidente.
Ao se manifestar na justiça pelos direitos dos trabalhadores, o presidente Douglas de Almeida, teve um pedido de prisão solicitado pelos Dr. Délio Lins e do Dr. Paulo Maurício, porque o sindicato denunciou os assédios morais ocorridos na OAB ao Ministério Público do Trabalho.
“Enquanto presidente do sindicato, apesar de toda a minha preocupação em relação a minha liberdade e toda minha preocupação em relação a ameaças que eu venho sofrendo, não posso deixar os funcionários da OAB na mão, tenho que cumprir meu papel institucional”, concluiu o Presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens do Distrito Federal, Douglas de Almeida Cunha.

