A falta de um convênio entre o município de Juazeiro, no Norte da Bahia, com o Hospital SOTE (Serviço de Ortopedia e Traumatologia Especializada) está causando sofrimento e uma longa espera para pacientes que se envolvem em acidentes e precisam de serviços ortopédicos, principalmente por procedimentos cirúrgicos.
A jornalista, Kátia Gonçalves, por exemplo, internada na unidade desde terça-feira (25 de maio), após quebrar a clavícula durante um acidente de moto, ainda não sabe quando conseguirá passar por uma cirurgia.
“Aqui fui bem atendida, mas agora estou em uma fila de espera da regulação, até que apareça vaga em alguma unidade que realize a cirurgia pelo SUS. Um médico me explicou que a transferência pode demorar até 30 dias. Além disso, aqui na SOTE não faz uma tomografia. Eu realizei apenas uma radiografia, onde o médico viu que a minha clavícula estava quebrada, mas precisava também de uma ressonância para saber se a queda não afetou nada na minha cabeça. Estou sentindo muitas dores e não sei quando conseguirei ser cirurgiada”, relatou a paciente.
Kátia alertou ainda que a falta do convênio entre a gestão municipal e o Hospital SOTE também causa um impacto significativo ao Hospital Universitário de Petrolina, no Sertão de Petrolina, que possui superlotação.
“Imagine quantas pessoas não sofrem acidentes diariamente na região e são encaminhados para o atendimento HU, superlotando a unidade. Lembrando que o hospital atende pacientes diagnosticados com Covid-19. Esse atendimento tem que ser descentralizado, pois, os pacientes estão a mercê, e isso é um absurdo”.
Segundo informações, a prefeitura estuda com a direção do Hospital SOTE a possibilidade de um convênio entre o município e a unidade para ofertar serviços de ortopedia e traumatologia, mas ainda não há uma data definida para a celebração do convênio.
(Com informações do Vale Acordou)

