A União das Associações do Vale do Salitre (UAVS) esteve nesta quarta-feira (22) reunida com o Superintendente da Codevasf, em Juazeiro, Miled Cussa, e demais técnicos da 6ª Superintendência para reafirmar a necessidade do Projeto Canal do Sertão Baiano contemplar as comunidades ribeirinhas do Rio Salitre, conforme viabilidade já apresentada em estudo feito pela empresa GeoHidro e que será atualizado em 2022.
Cientes do processo licitatório que visa definir a empresa que fará a atualização do referido estudo, a UAVS informa que não medirá esforços para que o chamado de Projeto Salitrinho seja concretizado. A obra, que é um anexo ao Canal do Sertão, está orçada em torno de R$ 151 milhões, o que levaria água para 460 propriedades, desde a região de Goiabeira até a foz do Rio Salitre, na comunidade de Sabiá.
Para as lideranças das associações que integram a UAVS, diante de todo histórico de luta por água que o Vale do Salitre possui, não é possível admitir que seja levada água para uma distância média de 300 km, chegando a beneficiar mais de 40 municípios baianos, sem garantir este bem para a população salitreira. As cerca de 700 famílias do Salitre que serão beneficiadas sempre viveram da agricultura familiar, inclusive, contribuindo significativamente com a economia do município de Juazeiro.
Como encaminhamento, a 6ª Superintendência se comprometeu em articular, em janeiro, uma audiência com a participação dos Ministérios responsáveis pelo Canal do Sertão, prefeitura de Juazeiro, UAVS, Codevasf e empresa que ganhará a licitação para atualização do estudo feito previamente pela empresa GeoHidro. Na ocasião devem ser feitas as tratativas para que o projeto do Canal do Sertão, orçado em cinco bilhões de reais, garanta a execução do Projeto Salitrinho.
Por Érica Daiane Costa – Presidenta da UAVS


