Em 1986, a família Coelho caminhava fechada com o Grupo do então governador Roberto Magalhães. Na ocasião, Roberto era candidato ao senado em dobradinha com do jovem empresário José Mucio Monteiro, que encabeçava a chapa de governador. Uma chapa, diga-se de passagem, competitiva e que ninguém imaginava derrota.
Com a chegada de Miguel Arraes do exílio, após 22 anos, mudou o cenário político em Pernambuco. Fato percebido pelos caciques da familia Coelho, que tiveram que romper parcialmente com o governador Roberto Magalhães, para não perder o comando da política de cargos em Petrolina. Assim, parte seguiu acompanhando o governador e os demais seguiram Miguel Arraes, ala esta liderada pelo atual senador Fernando Bezerra Coelho, que foi vitorioso e conseguiu continuar comando os cargos em Petrolina, evitando cair na mão de seus adversários.
Voltando para 2022, o cenário pode se repetir. É que os Coelhos, que agora estão isolados, vão lutar para não deixarem seus adversários no comando. Por isso, não seria surpresa se o senador FBC, que já foi ministro do governo petista, e seus filhos aderirem à frente ampla liderada pelo ex-presidente Lula, com um claro objetivo: sobreviver na política.
Fonte: Blog da Joselia

