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Com queda das chuvas, especialistas sugerem a prefeitos (as) mais investimentos em políticas habitacionais

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O outono começa nesse domingo, 20 de março. Deixa para trás um verão que foi trágico para muitas famílias. Segundo levantamento da Defesa Civil dos estados, desde outubro de 2021, foram cerca de 300 mortes em decorrência de chuvas, em cinco estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Além disso, foram milhares de desabrigados.

A percepção de que os fenômenos naturais estão cada vez mais severos pode estar equivocada, na opinião do meteorologista do Inmet Mamedes Melo. Os fenômenos climáticos são sazonais e sofrem interferências de fenômenos maiores, como o La Ninha, que ocorreu neste ano.

“A gente sabe que sempre na natureza existe ciclo, né? Que essa chuva pode, vamos dizer assim, um evento mais forte de chuva a cada dez anos, a cada vinte ou a cada trinta, ou a cada quarenta, cinquenta, sempre vai acontecer algo mais intenso. Entendeu? Então, isso aí sempre vai ocorrer. E muitas vezes as pessoas ocupam lá nesse local que não era para ser ocupado e sempre vai acontecer essa tragédia”

Para o especialista em logística e infraestrutura Paulo César Alves Rocha, os desastres humanos decorrentes de fatores climáticos são resultados da falta de política habitacional adequada no país e muitas vezes de negligência por parte dos governos, especialmente os municipais com maior influência nesses casos.

“A política de remoção para quilômetros de distância se tornou um fracasso no Brasil.  Procurar fazer habitações nesses lugares perto de onde as pessoas estão em risco e construir habitações pra eles. Porque o preço num terreno é menor sempre duma vida perdida”, diz o especialista em logística e infraestrutura.

O Brasil possui modernos sistemas de monitoramento de riscos de desastres ambientais. Às vésperas do início do outono, que começa no domingo, dia 20, o Brasil registrou 1.601 cidades de 26 estados que possuem áreas classificadas como sendo de risco alto ou muito alto para a ocorrência de deslizamentos de grande impacto.

Por: Angélica Cordova

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