O Pix caiu tanto no gosto do brasileiro que a ferramenta de transferência instantânea ganhou as modalidades de Saque e Troco, que possibilitam ao usuário ter dinheiro em mãos sem a necessidade de ir a um banco ou caixa 24 horas.
Na modalidade de Pix Saque, basta ir a um estabelecimento que aderiu ao serviço, usar o celular para ler o QR Code e retirar a quantia desejada. No Pix Troco, você faz um Pix acima do valor da compra e recebe em dinheiro a diferença. Vale lembrar que a adesão ao serviço é opcional, mas os pontos comerciais ganham por oferecerem esse diferencial. Além disso, podem receber quase R$ 1 por transação, valor pago pelo banco. O usuário que fez o saque não paga taxa alguma em até oito transações por mês.
Ana Oliveira, 35 anos, professora do Distrito Federal, aprova as novidades do Pix:
“Com essa nova funcionalidade, deixa a gente com mais liberdade, né? A gente não fica tão preso ao banco 24 horas ou qualquer outra agência. Fica mais fácil ir em qualquer estabelecimento e realizar esse novo procedimento do Pix.”
Após dois meses das modalidades de Saque e Troco do Pix, foram feitas mais de 71 mil operações, sendo 70 mil do Pix Saque e mil e 600 do Pix Troco. Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, projetos de tecnologia, como o Pix, sempre apresentam demandas por novas funcionalidades a partir da necessidade dos usuários.
“A gente começa a ver que o Pix tem um potencial muito maior, tem potencial, por exemplo, de fazer agora o que a gente está começando a ver, pagamentos internacionais, a gente começa a ver que o Pix tem uma capacidade de se transformar em algum momento numa identidade digital para as pessoas acessarem outros tipos de serviço. O Pix é um instrumento em constante evolução. Nós vamos estar sempre olhando as evoluções nesse mundo de pagamento, atualizando o Pix e obviamente consultando a sociedade pra entender aonde o Pix precisa ir”, pontuou Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.
As funções de Saque e Troco do Pix contam com um limite: as transações não podem ser superiores a R$ 500 durante o dia, ou seja, das 6h às 20h, nem maior que R$ 100 no período noturno.
Qualquer pessoa tem direito a fazer oito transações do tipo por mês sem pagar nada. A partir da nona transação, pode ser cobrada uma tarifa, que varia de acordo com o agente financeiro.
Por Luciano Marques
Foto: Marcello Casal Jr.

