No Brasil, o 8 de julho celebra o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador. As datas foram criadas para destacar a importância da ciência para o desenvolvimento da sociedade e do País. A primeira foi sancionada em 2001, pela Lei nº 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei nº 11.807. Em comum, ambas homenageiam a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lá em 8 de julho de 1948. Desde sua fundação, a SBPC – entidade civil sem fins lucrativos ou posição político-partidária -, exerce papel fundamental para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.
O Governo de Pernambuco tem se destacado no meio científico nacional, atuando na expansão da Ciência, Tecnologia e Inovação do litoral ao sertão pernambucano, promovendo a equidade do desenvolvimento e a formação de capital humano qualificado nas diferentes regiões do Estado. Através da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação (Secti), estão sendo investidos R$ 6 milhões mensais em 4 mil bolsas variadas.
Na última década, o orçamento da Facepe mais que dobrou em termos nominais, apresentando um crescimento real de 40%, nos últimos 2 anos. Até o final de 2022, o orçamento do Tesouro Estadual para a Fundação totaliza R$ 90 milhões. Em relação à distribuição territorial, pelo menos 30% dos recursos estão sendo alocados no interior do Estado, ou seja, fora da Região Metropolitana do Recife, em pagamentos de bolsas, auxílios a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Desde de junho de 2021, o Estado lançou o maior programa estadual de formação de pessoas para as habilidades de futuro, o Forma.AI. Serão beneficiados mais de 12 mil pernambucanos até o fim de 2022, entre estudantes técnicos do ensino médio, de graduação e de pós-graduação, professores de ensino técnico e superior, empreendedores e trabalhadores do setor privado. Os projetos ainda alcançarão, indiretamente, outras 44 mil pessoas, totalizando um investimento de R$ 8,12 milhões.
No âmbito do ensino técnico, a Secti, em parceria com a Secretaria de Educação, construiu duas Escolas Técnicas Estaduais: a ETE Maria Ferreira Martins, localizada em Itaíba, que oferece os cursos técnicos de Sistemas de Energia Renovável e Administração, além de já contar com um Espaço 4.0 de inovação; e a ETE Prof.ª Maria Amélia, em Cabrobó, no Sertão do São Francisco, onde são ofertados os cursos técnicos de Agronegócio e Logística. Juntas, as duas ETE’s beneficiam 540 alunos e somam investimentos de R$ 24 milhões. Com essas escolas, o Estado passou a contar com uma rede de 52 Escolas Técnicas Estaduais espalhadas por todo o seu território.
A inclusão de centros de cultura maker, chamados Espaços 4.0, dentro das ETEs, Escolas de Referência em Ensino Médio (EREMs) e Centros Tecnológicos do Estado, é outra ação da Secti para capacitar professores, facilitando o aprendizado e estimulando a criatividade e o empreendedorismo dos estudantes da rede pública estadual de ensino. Foram investidos R$ 19 milhões em aportes dentro do Plano Retomada do Governo de Pernambuco, para aquisição dos equipamentos. Pernambuco já conta com 23 novos Centros de Inovação que vão beneficiar 38,5 mil jovens, localizados em Araripina, Bonito, Carpina, Garanhuns, Goiana, Gravatá, Joaquim Nabuco, Paulista, Petrolândia, Santa Maria da Boa Vista, São José do Egito, Arcoverde, Carnaíba, Caruaru, Floresta, Lajedo, Ouricuri, Palmares, Paudalho, Petrolina, Salgueiro e Surubim. Até o final de 2022 serão 71 Espaços 4.0, universalizando a política para todas as ETEs.
Outra frente de atuação da Secti, na formação de pessoas para habilidades do futuro, vem sendo desenvolvida pelo Programa de Extensão Tecnológica (PET). A ação está promovendo jornadas entre estudantes de ensino médio, técnico e de graduação do Estado de Pernambuco, em parcerias com Instituições de Ensino do Estado de Pernambuco (Instituições de Ensino Superior, Escolas Técnicas Estaduais de Educação ou Escolas de Referência de Ensino Médio) e empresas, a fim de resolver problemas reais do mercado de trabalho, preferencialmente nos segmentos de maior intensidade tecnológica, contribuindo para mudanças na estrutura produtiva e social do Estado. Em 2021, na primeira rodada do programa, foram beneficiados 4.041 pernambucanos, entre professores e estudantes. No início de 2022, foram selecionados mais 100 projetos, que vão beneficiar outros 5.498 pernambucanos. Até o momento já foram investidos R$ 4.3 milhões na qualificação de professores e formação de estudantes.

