Alguns candidatos começaram a campanha eleitoral 2022 com o pé esquerdo e sem condições de montar equipe publicitária, e por isso, alguns não conseguem enviar peças publicitárias e boletins informativos para a imprensa. Dessa forma, eles estão sendo prejudicados para apresentação de propostas ao público.
“Infelizmente esse ano não se sabe por que cargas d’águas o partido não enviou ainda nem a primeira remessa combinada em reunião, faz 15 dias que fiz abertura de conta, mas não caiu um real, da prometida verba partidária”, diz um candidato a deputado estadual pelo PSDB de Pernambuco, em reserva, alegando que está gastando do próprio bolso para visitar as comunidades.
Os candidatos a deputado (federal ou estadual) sentem o peso de ainda não terem recebido o fundo eleitoral, e com isso, o trabalho que tem pouco tempo, vai se acumulando, e a logística para um bom desempenho quanto à distribuição de material, vai se tornando mais difícil.
“Ao que se sabe, alguns partidos têm priorizado liberar verba do fundo partidário em primeiro lugar para quem é detentor de mandato e isso atrapalha a democracia. Cadê a equidade?”. Questiona outra candidata a deputada estadual pelo PT.
Sem data certa para ter acesso ao dinheiro do fundo partidário, alguns candidatos já pensam em fazer vaquinhas virtuais em busca de recursos, outros estão com a cuia na mão e não recusam um convite de almoço do seu eleitorado.

