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Curso Básico de Formação em Libras para acolhimento inclusivo acontece na UPAE

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Profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) receberam, recentemente, o Curso Básico de Formação em Libras. A iniciativa da Fundação de Gestão Hospitalar Martiniano Fernandes (FGH), que gere o serviço, tem como objetivo proporcionar um acolhimento inclusivo em todas as unidades da rede.

No primeiro momento, o curso foi direcionado aos profissionais das áreas de recepção, portaria e enfermagem, mais especificamente entre os profissionais da classificação de risco, que são os primeiros a manter contato com o paciente quando este ingressa no serviço. Também participaram representantes da farmácia e administrativo.

A ação teve início formando multiplicadores em cada Unidade e o curso para formação destes multiplicadores foi ministrado de forma remota pelo enfermeiro e gerente do Ambulatório do Hospital Dom Helder, no Cabo, Francisco Moura, e pela enfermeira da UPA São Lourenço, Tássiana Florêncio, ambos intérpretes e especialista em libras.

“Primeiro fizemos o curso oferecido pela FGH, depois nos tornamos multiplicadores dentro da UPAE Petrolina. Tivemos esse treinamento em setembro com algumas categorias profissionais da assistência que têm contato mais direto com o paciente, mas o objetivo é que alcance às demais”, esclarece a ouvidora Síndryd Lima, que juntamente com a enfermeira do bloco cirúrgico Mariana Coelho, são as multiplicadoras oficiais da Unidade do projeto intitulado “Mãos que acolhem”.

O acolhimento em libras tem como base a atenção integral à saúde da pessoa com deficiência em todos os níveis de sua complexidade, visando sempre o acesso universal e igualitário à saúde. “Vejo a iniciativa como de extrema importância, pois irá capacitar e desenvolver nos profissionais a assistência ainda mais humanizada”, ressalta Síngryd.

O curso de 4 horas de aula propõe ensinar o alfabeto e algumas saudações, facilitando, por exemplo, o cadastro, a triagem e o entendimento dos sintomas do paciente.

“Vejo hoje em dia as pessoas muito mais autônomas, livres, e percebo também que a sociedade está se adaptando à realidade de quem tem necessidade especial. Os serviços de saúde não podem ficar de fora desse novo fluxo. Então, o curso básico de libras é um mecanismo para facilitar a comunicação e garantir direitos. Esse é o princípio da equidade e me sinto orgulhosa de fazer disso”, pontuou.

Para a coordenadora geral do serviço, Grazziela Franklin, a ação era esperada e bem-vinda. “Já formamos profissionais em curso básico de libras em outros momentos, mas sinto que essa iniciativa vem mais forte e abraçando mais categorias. Então, só nos resta parabenizar a FGH e fazer dar certo”, finaliza a gestora.

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