Ainda com o mandato ameaçado, o vereador por Petrolina, no sertão de Pernambuco, Carlos Alberto dos Santos, Júnior Gás (Avante) vive o desafio de legislar a base de liminar desde 2020, quando o Tribunal Superior Eleitoral determinou ao presidente da Câmara de Vereadores de Petrolina (PE), a cassação do exercício de mandato do vereador. Decisão que também vale para todos os candidatos a vereador, titulares e suplentes que concorreram pelo Partido Avante.
A justiça reconheceu a época a ocorrência de fraude no Demonstrativo de Regularidades de Atos Partidários (DRAP) apresentado pelo partido AVANTE, para o cargo de vereador, nas eleições de 2020, que teria utilizado de candidaturas fictícia do gênero feminino para eleger o vereador, em burla expressa ao determinado no art. 10, § 3º, da Lei n. 9.504/97. Assim, declarou nulo todos os votos atribuídos a agremiação partidária.
No Recife, dois vereadores que estavam na berlinda de serem cassados, por descumprimento da cota mínima de 30% de candidaturas de mulheres nas eleições para o Legislativo municipal, em 2020, foram afastados dos cargos semana passada. Mas a legenda disse que vai recorrer da decisão.
No caso de Petrolina, a ex-candidata a vereadora e suplente de deputada estadual Lucinha Mota (PSDB) ocuparia a cadeira de Júnior Gás, mas como ela pediu desfiliação do PSOL e dado as mudanças na regra eleitoral e o fator do coeficiente de votos, a vaga na Câmara poderá ser assumida pelo suplente de vereador que está em exercício do mandato, César Durando, irmão do Prefeito Simão Durando.


