Por 49 votos a 32, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado nesta quarta-feira (01/02) por mais dois anos. Ele derrotou Rogério Marinho (PL-RN), candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pacheco era considerado o favorito e tinha o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para vencer, eram necessários os votos de 41 dos 81 senadores.
Pouco antes do início da votação, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) retirou a candidatura e anunciou apoio a Marinho. Ele justificou que, desta forma, haveria mais chances de alternância de poder.
Há cerca de uma semana, esperava-se uma vitória do senador do PSD por 55 votos, uma margem maior do que a obtida. Marinho contava com “traições” para virar o jogo. As traições, senadores que contrariam a orientação de apoio do seu partido, ocorreram, mas não foram suficientes.
Pacheco foi eleito presidente do Senado pela primeira vez em 2021, com o apoio de seu antecessor, Davi Alcolumbre (União-AP). No começo do mandato tentou manter uma posição de neutralidade em relação ao governo de Jair Bolsonaro e conseguiu viabilizar pautas importantes para o Planalto.
No entanto, à medida que ameaças golpistas se intensificaram por partes de membros do bolsonarismo, se afastou do ex-presidente e, por várias vezes, defendeu publicamente a democracia, a legitimidade das eleições e a confiança nas urnas eletrônicas.
Logo após a vitória desta quarta, Pacheco prometeu cumprir o mandato com “humildade, responsabilidade e comprometimento” e disse que os atos golpistas de 8 de janeiro “não vão se repetir”.
“Buscarei sempre desempenhar esse papel [de presidente do Senado] em obediência à Constituição federal”, destacou.
Ele prestou homenagem ao oponente, Rogério Marinho. “A essência da democracia deve ser essa: solucionar disputas e fazer a divergência pacificamente”, afirmou.
Pacheco também destacou que os interesses do país estão além e acima de questões partidárias.


