O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, deve abrir uma CPI para investigar as invasões do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) caso o Palácio do Planalto não consiga conter o movimento. A promessa foi feita por Lira em reunião com deputados da Frente Parlamentar Agropecuária na quarta-feira, conforme apurou a CNN.
No encontro, Lira disse aos deputados presentes que já tem os pareceres jurídicos necessários e que procuraria o Planalto para conversar, mas evitou dar prazos para a abertura da CPI. Aliados do presidente da Câmara confirmaram à reportagem que a pressão aumentou muito após as novas invasões promovidas pelo movimento.
O MST voltou a invadir uma fazenda da Suzano em Aracruz no Espírito Santo, além de pelo menos outras dez propriedades de terra e sedes do Incra num movimento coordenado chamado de “abril vermelho”. Também irritou os ruralistas o presidente do líder do movimento, João Pedro Stedile na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.
Conforme aliados, Lira vem evitando a instalação da CPI, que já conseguiu o número de assinaturas suficientes, para não atrapalhar a tramitação de temas econômicos como o arcabouço fiscal e a reforma tributária. Mas a situação política ficou mais delicada para o governo, que deve enfrentar também a CPI dos atos antidemocráticos.
Em Petrolina, Pernambuco, o MST que havia invadido terras da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária nessa semana, decidiu fazer a desocupação, mas com uma condição a de que o governo federal realize vistoria em ao menos 5 áreas no município sertanejo e além disso, que seja criada uma mesa de negociação entre MST, Suzano, governo do Espirito Santo. A ideia é conseguir em assembleia com os assentados mobilizar ações com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

