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Reportagem explica por que você não deve contar para a IA seus problemas de saúde

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WASHINGTON POST – Os bots de pesquisa têm respostas – mas será que você pode confiar neles para fazer suas perguntas? Desde que a OpenAI, a Microsoft e o Google lançaram chatbots de inteligência artificial (IA), milhões de pessoas têm experimentado uma nova maneira de pesquisar na internet: batendo um papo com um modelo que regurgita aprendizados de toda a web.

Devido à nossa tendência de recorrer ao Google com perguntas a respeito da nossa saúde, é inevitável que também perguntemos ao ChatGPT, ao Bing e ao Bard. Mas essas ferramentas repetem alguns erros conhecidos relacionados com privacidade, segundo os especialistas, além de criar novos.

“Os consumidores devem encarar essas ferramentas no mínimo com desconfiança, já que – como tantas outras tecnologias populares – todas elas são influenciadas pelas forças da publicidade e do marketing”, disse Jeffrey Chester, diretor-executivo do grupo de defesa dos direitos digitais Center for Digital Democracy.

Veja a seguir o que você deve levar em consideração antes de contar a um chatbot de IA suas informações confidenciais de saúde ou quaisquer outros segredos.

Os bots de IA estão armazenando minhas conversas?

Sim. O ChatGPT, o Bing e o Bard salvam o que você digita neles. O Bard do Google, que está sendo testado com um número limitado de usuários, tem uma configuração que permite dizer à empresa para parar de salvar suas consultas e associá-las à sua conta do Google.

As empresas estão usando minhas conversas para quê?

Essas empresas usam suas perguntas e respostas para treinar os modelos de IA a dar respostas melhores. Mas o uso delas de suas conversas nem sempre para por aí. O Google e a Microsoft, que lançou uma versão de chatbot com IA para seu motor de busca Bing em fevereiro, dão margem em suas políticas de privacidade para usar suas atividades de bate-papo para publicidade. Isso significa que se você digitar uma pergunta sobre sapatos ortopédicos, há uma chance de ver anúncios relacionados ao tema depois.

Isso talvez não lhe incomode. Entretanto, sempre que preocupações com a saúde e publicidade digital se esbarram, há potencial para danos. Existem data brokers, pessoas que têm acesso à informações vazadas de sites, que vendem listas enormes de dados de pessoas e suas preocupações com a saúde a compradores que podem incluir governos ou seguradoras. E algumas pessoas com doenças crônicas relatam anúncios direcionados perturbadores que as perseguem pela internet.

Portanto, o tanto de informações de saúde que você compartilha com o Google ou a Microsoft deve depender do quanto você confia na empresa para proteger seus dados e evitar publicidade predatória. (Fonte: Estadão)

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