A dermatologista da UPAE Petrolina, Ana Catarina Mota, explica que a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que se transmite pelo contato prolongado e próximo com uma pessoa infectada e sem tratamento. A doença pode se manifestar de forma lenta, levando de cinco a dez anos para aparecer os primeiros sintomas, que incluem manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, com alteração ou perda de sensibilidade, dormência, formigamento, fraqueza muscular e problemas nos olhos.
A médica ressalta que a hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito e disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento consiste na poliquimioterapia (PQT), uma combinação de antibióticos que elimina a bactéria e impede a transmissão da doença. O tratamento dura de seis a doze meses, dependendo da forma clínica da doença. “Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico e menor o risco de sequelas, como deformidades, incapacidades e complicações neurológicas. Por isso, é importante que as pessoas procurem uma unidade de saúde ou um dermatologista ao notarem qualquer alteração na pele, ou nos nervos”, orienta.
A propósito, a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) adere, à campanha nacional do Janeiro Roxo 2024, com o tema “Precisamos falar sobre a hanseníase”. A iniciativa visa aumentar a conscientização e a compreensão sobre a doença, destacando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento eficaz.
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As informações e foto são da Ascom///

