Relatório divulgado nesta sexta-feira (26) pela Hutukara Associação Yanomami (HAY) revela que o garimpo persiste e promove um estrangulamento dos serviços de saúde na Terra Indígena Yanomani, passado um ano desde que o governo federal declarou emergência em saúde pública e começou a expulsar os invasores da região. Segundo o documento, embora o governo Lula tenha se mobilizado em seu primeiro ano para combater o garimpo ilegal na terra indígena, os esforços foram insuficientes para neutralizar a atividade em sua totalidade em 2023.
“De fato, houve uma importante redução no contingente de invasores, o que pode ser verificada na desaceleração das taxas de aumento de área degradada, mas o que se verificou ao longo de 2023 é que, ainda que em menor escala, o garimpo permanece produzindo efeitos altamente nocivos para o bem-estar da população Yanomami”, diz o relatório.
Conforme o levantamento, as atividades criminosas não apenas continuam ocorrendo, como inviabilizam o atendimento de saúde da população, que mantém baixa cobertura vacinal, padece de problemas de saúde e mortes por doenças tratáveis, além de sofrer intimidações, afetando o trabalho dos profissionais de saúde. No último dia 16, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que a crise humanitária na região pode se estender por décadas, tamanha a sua gravidade.
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Fonte: Congesso em Foco
Genocidio-Yanomami-Foto de -Gabriela-Mafra_Sesai/

