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Conscientização e prevenção aos acidentes de trânsito preservam vidas

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O Maio Amarelo é um movimento internacional que visa chamar a atenção da sociedade para o alto índice global de mortes e feridos no trânsito, através da realização de ações para conscientizar motoristas, passageiros, pedestres e ciclistas sobre a importância de adotar comportamentos seguros no trânsito. O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Rede Ebserh, também apoia esse movimento para a prevenção. Em 2023, o hospital atendeu 8.782 vítimas de acidentes de trânsito.

Além disso, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), neste ano, até 29 de abril, o Hospital Universitário de Petrolina lidera o número de vítimas por unidade, com 2.298 pacientes; seguido pelo Hospital da Restauração (HR), no Recife, com 2.129 vítimas e, em terceira posição, o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, com 1.334 pacientes. Entre as lesões mais recorrentes registradas em Pernambuco, neste ano, estão as fraturas, torções e politraumatismo.

Os sinistros são, em grande parte, causados por comportamentos imprudentes, como excesso de velocidade, desrespeito às sinalizações e consumo de álcool, ocasionando um elevado número de vítimas que necessitam de atendimento médico e procedimentos cirúrgicos.

“Temos que pensar na vida dos outros”

O autônomo Juscelio José Santana, paciente da especialidade de Traumato-Ortopedia do HU-Univasf/Ebserh, foi uma das vítimas no trânsito. Ele sofreu um acidente de moto neste mês de maio, na cidade de Petrolina-PE, ao tentar desviar de outra moto, cujo condutor cruzou a rua sem observá-lo. “Quando vi que ia bater, freei, mas não pude evitar a colisão na outra moto. Minha perna foi imprensada, causando fratura. O piloto que causou o acidente foi embora sem prestar socorro, mas percebi que ele aparentava embriaguez. Como eu o conhecia, ainda consegui ir até sua casa para mostrar as consequências e ele admitiu que havia consumido álcool”, relatou Juscelio, que passará por longo tratamento e atualmente, está usando fixador na perna esquerda, precisando ainda passar por outro procedimento.

“As pessoas bebem e saem dirigindo sem responsabilidade. Temos que pensar na vida dos outros, pois, quem sai corretamente de casa e cumpre as regras de trânsito, acaba sofrendo as consequências de pessoas irresponsáveis, vindo parar no hospital e ter que aguardar vários procedimentos até a recuperação”, comentou Juscelio Santana.

De acordo com Leonel Batista, chefe do Setor de Paciente Crítico do HU-Univasf, o reflexo da imprudência no trânsito pode ser observado não somente na emergência desse hospital, mas em todas as regiões do país, causando impactos negativos no atendimento a pacientes, e exercendo uma pressão relevante sobre as elevadas taxas de ocupação dos serviços de saúde, sendo responsável por uma média de 20% dos atendimentos em urgência e emergência.

Dentre as lesões mais comuns, resultantes dos acidentes, destacam-se os traumatismos cranioencefálicos (TCE), na coluna vertebral, traumatismos torácicos e abdominais, queimaduras, lesões de tecidos moles e fraturas ósseas. Esta última, representando a maior prevalência nos serviços, além de elevar a morbidade e tempo de internação. Conforme Leonel, essas lesões podem ter uma influência significativa na qualidade de vida das vítimas, exigindo tratamento médico intensivo, reabilitação prolongada e cuidados especializados. “É importante ressaltar que muitas dessas lesões podem ser atenuadas ou evitadas por meio da adoção de comportamentos responsáveis no trânsito e do cumprimento das leis de segurança viária”, frisou.

O processo terapêutico no tratamento do paciente é multifacetado e visa atender, além das necessidades físicas, as emocionais e psicológicas. Diante da gravidade das lesões, o tratamento requisita um desempenho abrangente e coordenado, envolvendo diversos profissionais de saúde. “O papel dos profissionais de saúde é fundamental para garantir que as vítimas de acidentes de trânsito recebam o cuidado integral necessário para sua recuperação, porém, nenhuma ação será mais eficiente do que a prevenção aos acidentes de trânsito, através da adoção de comportamentos responsáveis por parte de todos os usuários das vias públicas”, finalizou Leonel Batista.

Ações com foco na prevenção de acidentes

O HU-Univasf é a unidade sentinela no estado de Pernambuco para notificações de Acidentes de Transporte Terrestre (ATTs). Para Fabrício Olinda, chefe da Divisão de Gestão do Cuidado e Apoio ao Diagnóstico e Terapêutico do hospital, são necessárias mais ações, campanhas de prevenção que integrem todos os atores envolvidos. Ele destaca que no HU-Univasf, a Unidade de Vigilância em Saúde e a Unidade de Comunicação Regional compartilham dados dos números de acidentes terrestres notificados, e durante a campanha Maio Amarelo são desenvolvidas mais ações de inserção nas mídias sociais, em rádios, TVs, além das atividades dentro do próprio hospital, envolvendo os pacientes, acompanhantes e colaboradores.

No final do mês, está prevista uma visita do Comitê Regional de Prevenção de Acidentes com Motocicletas e Comitê de Segurança Viária ao hospital, para análise e reflexão sobre os casos dos acidentados que chegam ao hospital.

Sobre a Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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