No coração da Paraíba, mais precisamente em Campina Grande, o HELP – Hospital de ensino e laboratórios de pesquisa, vem se destacando como um importante centro de referência em tecnologia e inovação médica no Nordeste.
Com um investimento de mais de R$ 600 milhões, o hospital, da Fundação Pedro Américo, iniciou suas operações em 15 de maio de 2023. Em seu primeiro ano, realizou mais de 13 mil procedimentos e exames somente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, visa expandir sua equipe para 2.000 colaboradores, incluindo pelo menos 800 profissionais clínicos, até o final de 2025.
Embora o hospital tenha investido em uma arquitetura única, com um edifício inovador, sustentável e tecnologia avançada, a verdadeira essência e filosofia do hospital residem na humanização. Desde a sua idealização, o foco principal tem sido a acolhida ao paciente, criando um ambiente que promove o bem-estar e o conforto em todos os aspectos.
De acordo com o presidente e idealizador do HELP, Dalton Gadelha, ser moderno não é só dominar a tecnologia e o conhecimento, ser moderno é ser humano. “O HELP é um bem social e nós carregamos a tarefa de transformar a cultura da assistência médica, tendo como pilares a noção da atuação filantrópica, o que a tecnologia tem de melhor a oferecer e a sustentabilidade dos conceitos a longo prazo”, afirma.
O começo de tudo
Natural de Sousa, sertão da Paraíba, o médico e empresário Dalton Roberto Benevides Gadelha, de 68 anos, migrou da sua terra natal para estudar Medicina em Belo Horizonte (MG), onde encontrou sua esposa e transformou o sonho da família em um marco histórico. Após precisar acompanhá-la em um tratamento contra o câncer no estado de São Paulo por anos, sentiu a necessidade de ter na Paraíba um hospital que pudesse atender à população nos casos de tratamentos mais complexos e, assim, evitar deslocamento para outros centros, diminuindo a distância da rede de apoio de um paciente em um momento tão delicado como é o tratamento de um câncer.
Depois de mais de sete anos de estudo e dedicação, o projeto do HELP saiu do papel reposicionando a medicina de Campina Grande. “Quando realizamos um sonho, a gente não está realizando sozinho, para satisfação própria. Isso é um sonho para ser dividido. O conhecimento e a alegria têm que ser divididos”, pontua.
Planejado para trazer uma nova cultura médica focada na humanização, qualidade e segurança do paciente, além de ser referência em educação médica e desenvolvimento científico no Nordeste, o HELP ocupa uma área de mais de 30.000 m² e dispõe de mais de 400 leitos, pronto atendimento adulto e pediátrico, 25 salas de procedimentos cirúrgicos, além de espaços para partos humanizados, neurocirurgias e, em 2025, cirurgias robóticas. Tal estrutura forma a base para assegurar a segurança e o bem-estar dos pacientes durante os processos de tratamentos.
Empregando hoje mais de 800 profissionais, incluindo 320 médicos, e buscando profissionais qualificados e constantemente treinados, o hospital desenvolveu uma série de estratégias destinadas à sua sustentabilidade financeira. Dentre as ações projetadas está a criação de usinas de energia solar, capazes de atender 100% da demanda do hospital, assegurando uma economia mensal superior aos R$ 500 mil, o que viabiliza um atendimento SUS diferenciado e de alta qualidade, em setores que comumente não são rentáveis, como por exemplo, a pediatria, garantindo assim a missão de transformar o cuidado em saúde aos pacientes.
Segundo Gadelha, ver o projeto se consolidar logo no seu primeiro ano gera um sentimento de dever cumprido. “Desde que deixei Sousa para estudar Medicina, sempre sonhei em retornar e contribuir com a comunidade local. O HELP é a realização de um sonho. Alegra-me saber que o hospital representa um legado que salvará vidas por muitas gerações”, conclui.

