A modalidade da Educação Escolar Quilombola (EEQ) na rede estadual de ensino se destaca no âmbito da SEC (Secretaria da Educação da Bahia), e a distribuição de materiais didáticos específicos, além da produção de documentos referenciais pedagógicos e curriculares.
Entre outras iniciativas que influenciam positivamente a gestão pedagógica dos 43 espaços escolares quilombolas e dos mais de quatro mil estudantes matriculados, destaque ainda para a formação continuada e direta de educadores, desde as jornadas pedagógicas aos cursos de aperfeiçoamento.
A diretora de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais, Poliana Reis, ressalta, também, o apoio em processos formativos dos movimentos sociais, compreendendo que a modalidade escolar quilombola está diretamente ligada aos saberes e valores ancestrais forjados no contexto local dos povos e das comunidades tradicionais. “A criação da Diretoria de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais, tendo como um dos espaços específicos a Coordenação de Educação Escolar Quilombola, é a efetivação do compromisso do Governo do Estado com a diversidade da população baiana”.
Para o coordenador da Educação Escolar Quilombola, Uilson Viana, “a modalidade é uma tradução dos saberes ancestrais na escola em diálogo com os saberes contemporâneos, de forma contextualizada, e a formação faz toda a diferença nessa relação”, avalia, se referindo à contribuição transformadora, que gera impactos positivos e duradouros para a preparação de cidadãos conscientes e críticos, comprometidos com a preservação de sua cultura. Neste sentido, a formação tem priorizado a aquisição, produção e distribuição de material didático como suporte pedagógico aos professores, que também vão contribuir com a formação contextualizada dos estudantes. Neste aspecto, há a opção por obras e materiais construídos e pensados na perspectiva antirracista.

