Aquela historinha de que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” é coisa do passado. O marido que bate na companheira pode ir parar no xilindró (cadeia). Em Petrolina, mulheres agredidas, bem como vizinhos que não gostam de ver covardia, podem acionar a presença da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal (GCM). A equipe aponta um aumento no número de atendimentos prestados, isso inclui fiscalização e cumprimento de medidas protetivas relacionadas às diretrizes da Lei Maria da Penha, além do acompanhamento às vítimas de violência doméstica e familiar.
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SEMUSP) de Petrolina, em 2024, 1.958 mulheres receberam a visita domiciliar da equipe da Patrulha; 58 indivíduos foram detidos e conduzidos para a Delegacia de Polícia por cometerem algum tipo de ato de violência de gênero; 135 mulheres foram acolhidas pela Patrulha e 13 agressores foram afastados dos seus lares.
Também segundo a SEMUSP foi dado um apoio ao Oficial de Justiça na entrega de 36 intimações aos indivíduos. A Patrulha acompanhou 47 mulheres que fizeram denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e auxiliou 15 que precisaram das ações do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM).
Quanto ao atendimento a chamadas de emergência geradas através do número de celular privado da Patrulha, foram realizados 203 atendimentos a ocorrências diversas – tais como agressão física e psicológica, violência patrimonial, ameaça, tentativa de feminicídio, cárcere privado e violência sexual/atentado violento ao pudor.
Atendimento
Qualquer denúncia que envolva violência contra a mulher pode ser registrada na central de atendimento da Guarda Civil Municipal pelo número de telefone: (87) 9 9132-9568. O atendimento ocorre 24 horas por dia durante toda semana.

