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R$ 350 milhões – 82% das PMEs investem em gestão para resistir ao Tarifaço

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O tarifaço dos EUA, que começou a valer na última semana, acendeu um alerta nas pequenas e médias empresas do país. Uma pesquisa do Grupo X, hub de educação empresarial, mostra que 63% das PMEs temem impactos diretos da medida sobre seu faturamento e competitividade, enquanto 82% já estão adotando medidas de qualificação e melhoria de gestão para se adaptar ao cenário. A corrida por soluções acontece em um ambiente já pressionado por juros altos, crédito mais caro e instabilidade no comércio internacional, o que exige respostas rápidas para evitar rupturas na operação. Por dependerem de margens menores e terem menor acesso às linhas de financiamento competitivas, as PMEs sentem o impacto de forma mais imediata que as grandes corporações. Em alguns setores, como o agronegócio e a indústria de transformação, empresários relatam necessidade de renegociar contratos e buscar novos mercados para evitar quedas abruptas nas receitas. O cenário atual expõe fragilidades de planejamento e a ausência de estratégias robustas de mitigação de risco, problemas históricos que, em momentos de crise, se tornam ainda mais visíveis.

O Brasil possui cerca de 21 milhões de micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 27% do PIB e por 54% dos empregos formais do país. A dependência desses negócios em relação ao mercado externo varia por setor, mas, para alguns segmentos, as tarifas adicionais de até 50% representam um risco imediato à competitividade. Um reflexo disso é que 35% das PMEs exportadoras já registraram queda nos pedidos desde o anúncio das tarifas, e 22% afirmam que podem suspender temporariamente operações voltadas aos EUA. Para Jorge Kotz, CEO do Grupo X, a crise gerada pelo tarifaço reforça a necessidade de estruturar empresas para enfrentar choques externos. “Momentos como este deixam claro que gestão, planejamento e diversificação de mercados não são diferenciais, mas pré-requisitos para sobreviver. Empresas que já vinham investindo em processos, liderança e estratégia têm mais chance de atravessar períodos turbulentos sem perdas tão significativas”, afirma.

Apesar do cenário adverso, muitas empresas já estão mais atentas aos sinais do mercado e buscam se antecipar a mudanças bruscas. Nos últimos anos, programas de capacitação empresarial ganharam espaço justamente para preparar líderes para reagir rapidamente a crises e identificar novas oportunidades. No caso do Grupo X, por exemplo, a atuação já alcançou mais de 167 mil empresas em todo o Brasil, com R$ 350 milhões em faturamento acumulado por mentorados e um ecossistema que reúne soluções em gestão, marketing, finanças e liderança. Esses números refletem uma tendência crescente: negócios que investem continuamente em estratégia e desenvolvimento de competências têm mais condições de sustentar o crescimento mesmo em momentos de instabilidade econômica.

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