As provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2025 (Enem) serão realizadas nos dias 9 e 16 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal, exceto nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no estado do Pará, devido à realização da COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). Nestes municípios a prova será aplicada nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. Os candidatos tem pouco tempo para se preparar e pensando em otimizar o tempo, o professor de matemática Felipe Guisoli, à frente da escola online Universo Narrado, sugere algumas orientações importantes para guiar os estudos para o Enem:
“A preparação ideal combina repertório e estratégia. Primeiro, o aluno precisa construir uma base sólida: saber o que é uma função, como uma razão funciona, por que a média ponderada existe. Isso não se aprende pulando etapas. Quanto a essa parte, no Universo Narrado, a gente costuma dizer que o caminho mais curto é entender. Porque quem entende, não esquece. Quem entende, improvisa, adapta, transfere o raciocínio pra outros problemas. Então minha recomendação é: estude com profundidade. Não trate a matemática como um conjunto de receitas. Veja nela uma linguagem poderosa, capaz de descrever o mundo com clareza e beleza. Estudar para o ENEM pode — e deve — ser também estudar para se tornar mais inteligente. Depois, é hora de praticar. Resolver questões do próprio ENEM é fundamental, porque o candidato começa a perceber padrões, estilos de pergunta, formas recorrentes de cobrar certos conteúdos. Resolver questões que estão um nível acima – como de provas de São Paulo como as da UNESP ou FUVEST – também é uma ótima opção para quem quer cursos concorridos como medicina, uma vez que quem se prepara em um nível mais difícil ganha uma certa margem de folga no dia oficial da prova”, ressalta Guisoli.
O professor, ainda, separou os possíveis conteúdos que podem cair na prova de matemática do Enem. “Quando a gente olha para as provas do ENEM dos últimos anos, alguns temas aparecem com frequência: porcentagem, regra de três, análise de gráficos, estatística, geometria espacial e funções. Mas só saber isso não basta. O que realmente faz diferença é saber por onde começar. Minha sugestão é: comece pelos temas que são simples, mas que exigem raciocínio — como proporções, funções e porcentagem. Porque com esses assuntos você consegue resolver uma boa parte da prova. E mais importante: eles te obrigam a pensar, a interpretar. E isso é o que o ENEM mais cobra”, enfatiza o professor à frente da escola online Universo Narrado.
Para Guisoli, a disciplina segue sendo cobrada de forma contextualizada na prova. “O ENEM tenta — e nisso eu até o elogio — conectar a matemática ao mundo real. Às vezes acerta, às vezes força um pouco a barra. Mas o espírito é interessante: não é uma matemática enclausurada, mas uma que atravessa o cotidiano, que se mistura com economia, com física, com geografia, com o mundo. O ENEM não pergunta ‘qual é a fórmula da área do trapézio?’. Ele vai falar de uma plantação, de uma obra, de uma situação real, e aí vai exigir que o aluno entenda o contexto e traduza isso em matemática. Isso exige mais do que saber fazer conta — exige leitura atenta e pensamento lógico. Uma boa preparação, portanto, passa por treinar o olhar: saber o que é relevante, o que é dado, o que está sendo pedido. Muita gente erra porque pula direto para os números. Mas o segredo, muitas vezes, está nas palavras”, conta Felipe.
Na opinião de Guisoli, a habilidade mais valorizada durante o exame é a de raciocinar com clareza. “O ENEM gosta de quem interpreta gráficos, identifica padrões, toma decisões com base em dados. Mais do que decorar fórmulas, o aluno precisa saber pensar matematicamente. Isso inclui estimar, comparar grandezas, fazer inferências com base em dados e, principalmente, decidir qual caminho faz mais sentido antes mesmo de pôr a mão no lápis para fazer contas. Por isso, recomendo que o estudante vá além da técnica e não fique preso a decorar o passo a passo de cada tipo de questão”, afirma o professor.
Felipe Guisoli possui mais de 10 anos de experiência, tendo ajudado milhares de alunos a serem aprovados em cursos concorridos, como Medicina na FUVEST, e em concursos como Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e Instituto Militar de Engenharia (IME). O professor acredita que o que impede muitas pessoas de evoluírem em Física e Matemática: não é estudar mais, mas aprender como estudar de forma estratégica e profunda.

