A crise na coleta de lixo em Casa Nova, no norte da Bahia, ganhou novos capítulos após o empresário Fernando Gazula, responsável pelo serviço no município, vir a público cobrar pagamentos em atraso e acusar a gestão municipal de retirá-lo da operação.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, o empresário faz um desabafo contundente e critica diretamente o prefeito Anísio Viana. “Casa Nova, infelizmente, pensei que ia melhorar… perdoe-me, mais uma vez. Erramos! Em botar mais uma pessoa que a gente pensou que ia mudar Casa Nova, mas aqui é uma ditadura. Quando você para por falta de pagamento, ele bota você pra fora”, declarou.
Fernando afirma que ele e sua equipe vinham realizando a coleta de forma regular, mas decidiram suspender as atividades diante da falta de pagamento. Segundo ele, agora a expectativa é receber pelos dias já trabalhados.
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Enquanto isso, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Casa Nova encaminhou à imprensa uma nota da empresa QAMP Serviços, com sede em Aracaju (SE), que apresenta uma versão diferente dos fatos.
No comunicado, a QAMP atribui a interrupção da coleta a um prestador de serviço que teria paralisado as atividades de forma unilateral e sem aviso prévio. A empresa afirma ainda que os pagamentos vinham sendo realizados regularmente.
Por outro lado, a QAMP sustenta que a continuidade do serviço foi inviabilizada porque a empresa responsável não apresentou certidões de quitação de tributos municipais, documento exigido por lei para manutenção do contrato.
A divergência entre as versões expõe fragilidades na gestão e fiscalização de um serviço essencial. A falta de alinhamento entre as partes levanta dúvidas sobre o controle contratual e a transparência na execução do serviço público.
Apesar de informar que está adotando medidas para restabelecer a coleta “com a maior brevidade possível”, a empresa não detalhou prazos nem ações concretas, o que aumenta a apreensão da população.
Enquanto o impasse segue sem solução clara, moradores de Casa Nova já enfrentam os impactos diretos da suspensão do serviço, como acúmulo de lixo, riscos à saúde pública e prejuízos à qualidade de vida.
A QAMP declarou ainda que os valores pendentes serão quitados assim que a situação fiscal da prestadora for regularizada e afirmou permanecer à disposição para esclarecimentos. Já a população segue cobrando respostas rápidas e uma solução definitiva para o problema.

