Nesta semana, o prefeito de Casa Nova, na Bahia, Anisio Viana, reuniu os vereadores da base aliada para um café da manhã na casa dele. Foi um encontro mais reservado, com clima de conversa direta, para alinhar ideias e organizar os próximos passos do grupo.
Segundo o prefeito, a pauta girou em torno das demandas do município, das prioridades da gestão e também do cenário político para 2026. Ou seja, falaram tanto do que precisa ser feito agora quanto do que vem pela frente no campo eleitoral.
“Estamos trabalhando com responsabilidade, ouvindo nossa base e planejando os próximos passos. Casa Nova precisa continuar avançando, e isso só acontece com união, diálogo e compromisso com a população”, destacou o prefeito.
Por outro lado, interlocutores do campo da oposição no município questionam por um esboço mais detalhado do referido encontro: “O que realmente aconteceu? O prefeito chamou os vereadores da base dele pra tomar café na casa dele. Conversaram sobre as eleições de 2026 e sobre como manter o grupo alinhado. Pronto, será que a pauta versou basicamente só nisso?

“Casa Nova precisa continuar avançando” – joia, mas avançando como? Em quê? Com que recursos? Quais os projetos do executivo e do Legislativo? Estas são outras perguntas que surgem do imaginário dos contribuintes, residentes da Terra dos Ventos, como é conhecida carinhosamente Casa Nova.
Esse tipo de encontro acontece toda hora na política. É normal. Prefeito precisa mesmo conversar com a base, alinhar votações, combinar estratégias. Mas transformar um café da manhã político em “notícia de desenvolvimento da cidade” é forçar a barra.
No fundo, foi uma reunião política pra manter o grupo coeso pensando em 2026. O resto é perfumaria pra parecer que estava discutindo a cidade.

