InícioSaúdeFalta de medicamentos para epilepsia representa risco de morte

Falta de medicamentos para epilepsia representa risco de morte

Autor

Data

Categoria

A Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos (Abpefa) denunciou ao Ministério Público da Bahia, a falta de medicamentos anticrise em Salvador, e também cobrou, através de ofícios à Secretaria Municipal de Saúde, solução para o desabastecimento. A entidade alerta que a falta de medicamentos anticonvulsivantes pode ocasionar aumento das crises epilépticas, lesões graves durante convulsões, piora do quadro neurológico, risco de estado de mal epiléptico e morte.

De acordo com a Abpefa, pacientes relatam dificuldades frequentes para obter remédios essenciais nas farmácias públicas. As pessoas em situação de vulnerabilidade social são as mais afetadas, já que muitos medicamentos possuem alto custo e o tratamento não pode ser interrompido abruptamente.

A associação também vem orientando os pacientes sobre como registrar denúncias junto às ouvidorias do SUS, Ministério Público e Defensoria Pública, além de ter criado um formulário para mapear os casos de desabastecimento, que pode ser acessado no endereço https://forms.gle/uGXeBYqtPkBrpEwK8 .

Este formulário tem como objetivo registrar denúncias sobre a falta de medicamentos para epilepsia nos municípios da Bahia, contribuindo para levantamento de dados, encaminhamento aos órgãos públicos e defesa do direito ao tratamento contínuo das pessoas com epilepsia.

Buscando encontrar soluções, no dia 18 de junho, às 10h, acontecerá na Câmara de Deputados, em Brasília, uma audiência pública para discutir acesso e falta de medicamentos de uso contínuo, com foco em medicamentos anticrise e neuroestimulação para epilepsia. A audiência está sendo promovida pela Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), em parceria com o Instituto Ética Saúde. A Associação Baiana de Pessoas com Epilepsia, Familiares e Amigos estará presencialmente em Brasília acompanhando a situação.

Postagens Mais Vistas