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Projeto aprovado pelo Senado fortalece a educação financeira na formação de crianças e adolescentes

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O Senado Federal aprovou semana passada um Projeto de Lei que torna obrigatória a inclusão da educação financeira no currículo dos ensinos Fundamental e Médio nas escolas de todo o País.

Para a psicopedagoga Paula Furtado, a medida representa um avanço porque prepara crianças e adolescentes para lidar com situações reais da vida. “Saber administrar o dinheiro não é apenas aprender a fazer contas, é desenvolver responsabilidade, autonomia, planejamento e senso crítico diante do consumo”, afirma.

Embora a educação financeira já faça parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, o projeto aprovado pelo Senado inclui o tema na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reforçando sua presença nas escolas e consolidando sua importância na formação dos estudantes. O conteúdo pode ser desenvolvido em diferentes disciplinas e atividades pedagógicas.

“Esse tema não deve ficar restrito à Matemática. Ele pode e deve aparecer em diferentes disciplinas. Em Língua Portuguesa, por exemplo, os alunos podem analisar propagandas e discutir estratégias de marketing. Em História e Geografia, compreender as desigualdades sociais, o trabalho, a produção e o impacto das decisões econômicas na sociedade. Em Ciências, é possível relacionar consumo consciente, sustentabilidade e preservação dos recursos naturais. Dessa forma, a educação financeira deixa de ser apenas um conteúdo e passa a fazer parte da formação cidadã”, completa Paula.

Aprender a consumir também é educação

Nesse contexto, a profissional também destaca que, atualmente, as crianças são expostas cada vez mais cedo à publicidade, às compras pela internet e ao incentivo constante de consumir. Sem o desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre essas questões, elas podem crescer associando esse ato à felicidade ou ao sucesso. Para ela, a educação financeira contribui justamente para a construção de uma relação mais saudável com o dinheiro, baseada em escolhas conscientes e não em impulsos.

“Mais do que ensinar a economizar, precisamos ensinar as crianças a pensar antes de consumir, a diferenciar desejo de necessidade, a planejar objetivos e a compreender que cada escolha tem consequências. Ao desenvolver essas habilidades desde cedo, estamos formando adultos mais conscientes, preparados para tomar decisões responsáveis e construir uma relação equilibrada com o dinheiro ao longo da vida”, completa a profissional.

Cada instituição de ensino terá autonomia para adaptar o tema ao seu projeto pedagógico, conforme a realidade local. Como sofreu alterações no Senado, agora, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

Paula Furtado 2 credito Pedro Cerqueira Easy Resize.com

Sobre Paula Furtado

Paula é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia (Facon-SP), Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP (…).

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