O cenário das eleições presidenciais revela uma movimentação financeira intensa logo no início do período de campanha. Desde o dia 16 de agosto, os candidatos ao Planalto já desembolsaram um montante expressivo, focando principalmente em visibilidade e estrutura operacional.
Conforme levantamento realizado pela CNN com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, os gastos totais somam R$ 153 milhões. Esse valor reflete o esforço das coligações em consolidar suas candidaturas em um período curto e decisivo de disputa política.
Abaixo, detalhamos como esse capital está sendo aplicado e quais são os principais gargalos financeiros enfrentados pelos postulantes ao cargo máximo da República, conforme informação divulgada pela CNN.
A liderança nos gastos e o peso do Fundo Eleitoral
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o ranking de investimentos com R$ 65 milhões gastos até o momento. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro registra R$ 56 milhões em despesas, consolidando a polarização financeira da campanha.
Juntos, ambos os candidatos representam quase 80% do total investido por todos os presidenciáveis. A maior parte desses recursos provém do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o popular Fundão, repassado pelos partidos conforme a representatividade no Congresso.
Serviços terceirizados e impulsionamento digital
A maior fatia do orçamento, cerca de R$ 96 milhões, foi destinada à categoria de serviços terceirizados. Esse item engloba desde a cessão de mão de obra até atividades de apoio logístico e operacional, essenciais para o funcionamento das campanhas.
No ambiente digital, o investimento também é pesado. Os candidatos injetaram R$ 4,4 milhões apenas em impulsionamento de publicações nas redes da Meta. Lula lidera este quesito com R$ 2,9 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro destinou R$ 619.949 para o mesmo fim.
O desafio do cofre negativo
Nem tudo são números positivos para os candidatos. Alguns nomes, como Lula, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, apresentam um déficit entre o que arrecadaram e o que já gastaram nas campanhas eleitorais.
O presidente Lula registra um saldo negativo de R$ 24,4 milhões, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aponta um déficit de R$ 3,3 milhões. Já Ronaldo Caiado gastou R$ 15 milhões acima do que recebeu, evidenciando o alto custo de operação política no Brasil.
Transparência e prazos da Justiça Eleitoral
Toda essa movimentação deve ser obrigatoriamente declarada ao TSE. O processo de prestação de contas parcial começou entre 9 e 13 de setembro, com os dados sendo disponibilizados ao público para consulta e fiscalização.
A transparência é fundamental para o eleitor acompanhar o uso dos recursos públicos. O prazo final para o envio da prestação de contas completa das campanhas eleitorais está marcado para o dia 14 de novembro, encerrando o ciclo de fiscalização financeira do pleito.
