Profissionais que atuam no transporte de passageiros e mercadorias agora contam com uma política de crédito contínua para renovar seus instrumentos de trabalho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a legislação que torna o Move Brasil uma iniciativa permanente, voltada à aquisição de automóveis e motocicletas zero quilômetro por taxistas, entregadores, condutores de plataformas digitais e, como novidade, motoristas do transporte escolar.
Condições de pagamento, juros e requisitos de acesso
A nova lei estabelece um teto de R$ 200 mil para o valor dos modelos adquiridos, com parcelamento estendido em até 84 meses. Além de automóveis e motos convencionais, a medida autoriza a compra de veículos utilitários.
Na divisão de encargos, as taxas anuais de juros foram fixadas com diferenciação de gênero: condutoras mulheres contam com 11,5% ao ano, enquanto os homens têm taxa de 12,6% ao ano. Para ingressar na linha de crédito, os trabalhadores vinculados a aplicativos precisam comprovar no mínimo seis meses de cadastro ativo nas plataformas. Todo o processo de habilitação ocorre digitalmente, por meio do portal oficial do programa na internet.
Foco em sustentabilidade e eficiência energética
O incentivo abrange modelos flex (gasolina e etanol), opções movidas exclusivamente a etanol e alternativas de menor impacto ambiental, como carros e motos elétricos ou híbridos.
Ao avaliar o alcance da proposta, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou os múltiplos impactos positivos da política pública: “Esse programa tem ganhos em várias frentes. Para os trabalhadores; para a economia do país, com recorde na venda de automóveis; e do ponto de vista ambiental, já que o programa foca em carros elétricos, motos elétricas, em carros híbridos. E que também permite que o trabalhador reduza o custo do seu próprio trabalho com combustível”.
Volume de recursos e formação de patrimônio
A operação financeira é sustentada por aportes federais para atender à demanda de forma contínua no mercado nacional. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a perenidade do programa garante suporte de longo prazo: “O BNDES dispõe de R$ 30 bilhões para gastar ao longo do tempo, de acordo com a demanda das trabalhadoras e trabalhadores”, esclareceu Elias.
O chefe do Executivo enfatizou o ganho de autonomia propiciado pela linha de crédito, pontuando que o valor antes destinado à locação agora pode ser convertido em parcelas de um bem próprio, diminuindo os custos mensais do trabalhador. Conforme resumiu Lula, “Saber que está construindo um patrimônio, é tudo que o Estado pode fazer”.
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Com informações da Agência Brasil
