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Lula e Flávio Bolsonaro apresentam visões opostas sobre economia

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As diretrizes econômicas apresentadas por Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro revelam caminhos distintos para a gestão das contas públicas, o sistema tributário e as leis trabalhistas no Brasil. Enquanto a campanha petista aposta na manutenção do modelo atual com forte atuação do Estado, a chapa do PL defende cortes de despesas, enxugamento da máquina pública e desonerações.

Ajuste fiscal e controle de gastos

O plano de Lula consiste em preservar o arcabouço fiscal atual, aliando o controle de despesas ao aumento da arrecadação impulsionado pelo crescimento econômico. Por outro lado, Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal atrelada à trajetória da dívida, além de cortes em ministérios e cargos comissionados para diminuir os gastos administrativos.

Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

O detalhamento das reduções de despesas e os impactos diretos nos serviços públicos ainda geram debates. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.

Tributação e investimentos públicos

No campo dos impostos, o projeto de Lula prioriza a progressividade, exigindo maior contribuição das faixas de renda mais elevadas. A gestão também planeja dar seguimento aos aportes do Novo PAC e a estratégias de incentivo à indústria nacional.

Em contrapartida, Flávio foca na simplificação das normas e na diminuição de tributos para aliviar os custos empresariais. Para o setor do agronegócio, o candidato sugere melhorias logísticas, expansão do armazenamento de safras, seguro rural e apoio à fabricação interna de fertilizantes.

Trabalho, renda e programas sociais

As diretrizes para o mercado de trabalho também divergem. Lula defende o reajuste real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas sem redução salarial. Já Flávio prioriza a diminuição de encargos trabalhistas e a flexibilização de modelos de contratação para faixas etárias específicas.

Em relação à rede de proteção social, ambas as campanhas indicam a preservação de iniciativas essenciais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, embora mantenham abordagens financeiras diferentes para viabilizar tais gastos.

Histórico recente dos governos

Entre 2019 e 2022, a administração de Jair Bolsonaro lidou com a pandemia de covid-19 e os reflexos do conflito na Ucrânia. O PIB avançou em média 1,4% ao ano, houve privatizações e adoção de auxílios emergenciais, com a dívida bruta encerrando 2022 próxima a 72% do PIB.

No terceiro mandato de Lula, de 2023 a 2025, o PIB registrou crescimento médio de 2,9% ao ano. O período foi marcado por investimentos em infraestrutura, reforma tributária sobre o consumo e queda do desemprego para 5,6% em 2025, conforme dados do IBGE, embora a dívida pública tenha alcançado 82,9% do PIB em agosto deste ano.

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Com Agência Brasil///

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