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Lula pode encontrar Trump em cúpulas internacionais ainda este ano para discutir tarifas e novas parcerias comerciais entre Brasil e Estados Unidos

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Presidente Lula busca diálogo direto com Donald Trump para tratar de pautas comerciais e tensões econômicas que impactam o cenário internacional.

O cenário diplomático internacional pode registrar um movimento de grande relevância nos próximos meses, com a possibilidade de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump. As tratativas para essa aproximação ganham força nos bastidores do governo brasileiro.

A expectativa é que o diálogo ocorra em eventos globais de alto nível, servindo como uma tentativa de estreitar os laços entre os dois países. O objetivo central é superar impasses comerciais e alinhar agendas de interesse comum entre o Brasil e os Estados Unidos.

Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo e confirmadas à Gazeta do Povo, existem negociações em curso para que esse encontro aconteça ainda neste ano, buscando resolver questões pendentes que afetam a economia nacional, conforme reportado pelos veículos citados.

Possíveis datas e locais para a cúpula entre os dois líderes

O calendário diplomático aponta para dois momentos cruciais onde esse encontro entre Lula e Trump pode se concretizar. A primeira oportunidade seria entre os dias 15 e 17 de novembro, durante a reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático, nas Filipinas.

Outra possibilidade ventilada por fontes ligadas à diplomacia brasileira é o encontro do G20, marcado para ocorrer em Miami, nos Estados Unidos, nos dias 14 e 15 de dezembro. O governo brasileiro mantém a expectativa de que ao menos um desses eventos viabilize a conversa.

Pautas econômicas e o impacto do tarifaço

A pauta central do eventual encontro deve girar em torno das medidas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O foco recai sobre o tarifaço de 25% aplicado neste ano contra produtos brasileiros, sob alegação de práticas comerciais desleais.

Esse diálogo é considerado fundamental para reverter perdas no setor produtivo nacional. Além das taxas, as conversas devem abordar oportunidades de exploração de terras raras no Brasil, um setor estratégico que desperta grande interesse do governo norte-americano.

Desafios ideológicos e o tom das declarações

Apesar da vontade de diálogo, o clima político permanece complexo. Recentemente, Donald Trump afirmou que pretende conversar com o presidente brasileiro, mas não poupou críticas ao processo eleitoral no país, classificando-o como uma desgraça e uma vergonha.

Aliados de Lula reforçam que o governo deve manter uma postura de distanciamento em relação a questões internas, como a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. A orientação é deixar que a Justiça trate de temas sensíveis, mantendo o foco na diplomacia de Estado.

Perspectivas para a posse e o futuro das relações

Existe ainda a possibilidade de que o presidente Lula formalize um convite para que Trump compareça à sua cerimônia de posse no dia 5 de janeiro. Esse gesto seria interpretado como um sinal de que ambos pretendem deixar divergências ideológicas em segundo plano.

O sucesso dessas articulações, no entanto, depende de variáveis políticas, incluindo o desempenho de Trump nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O histórico recente de comunicação entre os dois líderes, que incluiu uma conversa de mais de uma hora em agosto, mantém aberta a porta para o diálogo bilateral.

Fonte: Valor

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