“Celebrar o Julho das Pretas é reverenciar nossas ancestrais que lutaram, incansavelmente, pela garantia de nossos direitos civis, políticos e sociais. O TJBA homenageará Maria Felipa, Zeferina, Esperança Garcia, Enedina Alves Marques, Lélia Gonzalez, Luíza
Bairros e outras líderes pioneiras. Será imperdível o debate, com gosto de dendê e aroma de pitanga,” afirmou Mabel Freitas, mediadora do evento, que ocorre no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), no dia 22 de julho, das 14h às 17h.
O Julho das Pretas discutirá o combate ao sexismo e ao racismo praticado contra mulheres negras. As discussões vão girar em torno da superação das desigualdades de gênero e raça, destacando, especialmente, a agenda política das mulheres afro-brasileiras. O público-alvo são juristas e membros da rede de apoio aos direitos humanos.
O prédio-sede da Corte, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB) em Salvador, sedia o evento, com capacidade para 100 pessoas. O acesso será livre; logo, não é necessário realizar inscrição prévia. Além disso, será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Poder Judiciário do Estado da Bahia.
A iniciativa é promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, presidida pela Desembargadora Nágila Brito, e coincide com a semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.
“Celebraremos o legado das Candaces: mulheres negras guerreiras que moldaram o Brasil com maestria,” reforça Mabel Freitas que estará, na ocasião, ao lado de Ivete Alves do Sacramento, Professora na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Secretária da Reparação
do Município de Salvador; Márcia Virgens, Procuradora do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA); e Germana Pinheiro, Vice-Reitora da Universidade Católica do Salvador (UCSal).

