Em Sobradinho, região Norte da Bahia, o prefeito e candidato à reeleição, Cleivynho Sampaio (PSD), é acusado pela candidatura da oposição, encabeçada pelo ex-prefeito Luiz Vicente Berti (Avante), de “captação ilegal de sufrágio”, ou seja, de compra de voto.
O atual prefeito que foi colocado no poder pela família que hoje está na disputa contra ele, mesmo divulgando está à frente nas pesquisas, colocou os pés pelas mãos e cometeu vários crimes eleitorais, ao qual estourou a bomba na reta final do processo eleitoral, onde possivelmente terá seu registro de candidatura cassado.
Segundo os escritórios que representam Luiz Vicente, foram ajuizadas duas ações e uma terceira entra nesta sexta, 27, de investigação regional eleitoral, tendo como instrumento, a denúncia da compra de voto; e outra, de outro escritório de Salvador de Representação Eleitoral. Ambas pedem a cassação do registro do gestor.
A base da denúncia tem como personagem um influenciador digital que denunciou ter sido assediado durante um longo período pela campanha do prefeito e pelo próprio gestor, para cooptá-lo, já que o referido influencer seria eleitor de Luiz Vicente.
O influenciador revelou aos advogados e ao comando da campanha do candidato oposicionista que até sua família vinha sofrendo “forte assédio” e por ele estar passando por problemas financeiros, cada vez mais pessoas ligadas ao prefeito o acionava, até mesmo, segundo o influenciador, a primeira-dama da cidade entrou na operação.

O advogado Mauricio Marçal, que acompanha juridicamente a disputa eleitoral na cidade baiana na defesa de Luiz Vicente, registrou que até uma dívida que a vítima do assédio eleitoral tinha adquirido com um agiota da cidade, entrou na conta, tudo para que ele ‘mudasse de lado’.
A negociação com o prefeito foi gravada pelo influencer, numa espécie de dar o troco e isso pode tornar a situação do prefeito-candidato bastante delicada com risco de ter cassado seu registro.
“Já entramos com a ação pela captação de sufrágio ilegal. Desistimos da tutela antecipada, mas nesta sexta, ajuizaremos outra ação de investigação judicial. Esses processos estão tramitando e se comprovando a irregularidade na questão da cooptação ilegal do sufrágio, o candidato ficará impedido de continuar na disputa com a cassação do registro da candidatura”, explicou o jurista.
Os valores pagos ao influencer digital da cidade para apoiar o prefeito e candidato à reeleição, foram R$ 1.600,00 pela compra do voto e o gestor teria ainda quitado a dívida do assediado que girava em torno de R$ 8 mil com o agiota conhecido em Sobradinho, relatos dados aos advogados pela vítima.
Os escritórios Marçal Advogados e o escritório Bagdede e Tanajura estão representando o candidato Luiz Vicente Berti nas ações contra seu adversário de compra de voto conseguido por meio ilegal e assédio eleitoral.
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Fonte: Assessoria de Comunicação – Campanha Luiz Vicente Berti.
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