No próximo dia 12 de novembro, às 18h, será realizada uma audiência pública no Plenário da Câmara Municipal de Petrolina. O evento abordará questões relacionadas à saúde mental e ao assédio moral no ambiente educacional, envolvendo professores efetivos e contratados, assistentes educacionais, auxiliares de cozinha e demais servidores da rede municipal de ensino.
Contexto e motivação
A iniciativa é uma resposta às denúncias de assédio, perseguição, desvio de função, censura e demissões arbitrárias atribuídas à gestão do prefeito Simão Durando (União Brasil) e à secretária de Educação, Rosane da Costa. Nos últimos meses, profissionais da educação se mobilizaram em atos públicos e paralisações para reivindicar melhores condições de trabalho, reajuste salarial, respeito e valorização profissional.
O vereador Gilmar Santos participa das mobilizações, demonstrando solidariedade à categoria e apoiando suas demandas. Apesar das cobranças, o prefeito recusou-se a receber os profissionais para um diálogo direto.
Retaliações e denúncias
Após a manifestação legítima realizada no dia 2 de outubro, em frente à Prefeitura, cinco funcionárias de uma mesma escola foram demitidas, em um ato interpretado como retaliação pela participação no protesto. Essas demissões somam-se a outros casos de censura e perseguição já relatados por servidores, evidenciando um clima de desrespeito e desvalorização na gestão municipal.
Mariana Cordeiro, ex-assistente educacional demitida após participar da organização do protesto, compartilhou sua experiência em entrevista à imprensa: “Buscamos suporte psicológico para lidar com a sobrecarga de trabalho. Nossas horas são estendidas além do previsto em contrato, e muitos colegas sofrem assédio moral. Além disso, o número de crianças por profissional chega a quatro ou cinco, quando o contrato prevê apenas duas. Queremos um reajuste salarial justo e uma carga horária compatível com nossas atividades”, afirmou.
Entre as principais demandas das categorias, estão:
- Reintegração imediata das servidoras demitidas sem justa causa;
- Fim do assédio moral e da perseguição política;
- Condições salariais dignas e compatíveis com as funções;
- Redução da carga horária e da sobrecarga de trabalho;
- Garantia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- Pagamento de adicional de insalubridade;
- Reunião imediata com o prefeito.
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As informações e foto são da Ascom///

