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Advogado esclarece por que milhões de brasileiros não estão buscando dinheiro esquecido nos bancos

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Mesmo após ampla divulgação de que mais de R$ 10 bilhões seguem disponíveis no sistema financeiro brasileiro, milhões de pessoas físicas e empresas não estão solicitando valores a que têm direito. O fenômeno, segundo especialistas, não pode mais ser explicado apenas por esquecimento, mas por um conjunto de fatores que incluem desinformação, medo de golpes e falhas estruturais de comunicação com o cidadão.

De acordo com dados mais recentes do Banco Central, dezenas de milhões de brasileiros ainda não acessaram o Sistema de Valores a Receber, que reúne recursos oriundos de contas encerradas, tarifas bancárias cobradas indevidamente, saldos residuais de consórcios, cooperativas de crédito e instituições financeiras liquidadas. O valor total disponível já é amplamente conhecido, mas o comportamento do cidadão diante dessa informação mudou.

Para o advogado Fábio Scolari, que tem acompanhado o tema e orientado pessoas por meio de seus canais de comunicação, a principal preocupação hoje não está no montante acumulado, mas no fato de que as pessoas estão deixando de buscar o próprio dinheiro.

“O dinheiro existe, os canais existem, mas o cidadão não chega até eles. Não por falta de direito, mas por falta de clareza. Isso gera uma perda de patrimônio, que acontece sem alarde e sem contestação”, afirma.

Segundo Scolari, três fatores explicam esse afastamento. O primeiro é o medo de golpes, alimentado pela exploração indevida do tema por fraudadores. “Muita gente associa qualquer menção a ‘dinheiro esquecido’ a fraude, especialmente porque o Banco Central não faz contato direto com o cidadão. Esse vácuo de comunicação afasta quem tem direito”, explica.

O segundo fator é a percepção equivocada de que o prazo já terminou. “Há uma crença disseminada de que o dinheiro foi perdido ou automaticamente incorporado pelo governo. Em muitos casos, isso não é verdade, mas a falta de informação contínua cria essa sensação de irreversibilidade”, diz.

O terceiro ponto é a complexidade do sistema financeiro, que afeta principalmente idosos, herdeiros e pequenos empresários. “Quando o processo parece burocrático ou difícil, a tendência é desistir. O acesso precisa ser simples para que o direito seja exercido”, afirma.

Para o especialista, o cenário atual confirma um alerta feito no ano passado. Em 2024, ao comentar publicamente o tema, Scolari já apontava que a ausência de comunicação clara e permanente poderia levar o cidadão a se desconectar do problema, mesmo tendo valores a receber.

“Quando o assunto aparece, some do noticiário e volta meses depois, a mensagem implícita é de que o prazo acabou ou de que não vale mais a pena procurar. O que vemos agora é exatamente esse efeito: não é que as pessoas esqueceram o dinheiro, elas desistiram de buscar”, afirma.

Na avaliação do advogado, a discussão sobre valores esquecidos deveria avançar para além dos números. “O debate central não é mais quanto dinheiro existe, mas por que ele continua parado. Isso revela falhas de comunicação, educação financeira insuficiente e riscos concretos de perda de direitos por omissão informacional”, conclui.

Fábio Scolari está disponível para entrevistas e análises sobre os impactos jurídicos, econômicos e sociais do dinheiro esquecido em bancos, além de esclarecimentos sobre os direitos dos correntistas e os riscos associados à desinformação.

Sobre o Scolari Neto & Oliveira Filho Advogados – Com mais de 30 anos de experiência na efetivação dos direitos dos servidores públicos, o escritório localizado em São Paulo tem como principal missão a defesa dos funcionários públicos em ações judiciais contra o Estado e a Prefeitura de São Paulo. A equipe de advogados é especializada e passa por constante capacitação, com participação em importantes eventos, sempre se atualizando para prestar um serviço de excelência.

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