Há um ano e três meses do início da atual gestão da Prefeitura de Juazeiro, na Bahia, a Biblioteca Municipal Professor Aristóteles Pires de Carvalho, no centro da cidade, segue enfrentando problemas básicos de infraestrutura sem previsão concreta de solução.
Ares-condicionados quebrados, banheiros com vazamentos, cadeiras danificadas e falta de estantes fazem parte da rotina de quem depende do espaço para estudar. Frequentadores relatam desconforto e improviso em um equipamento público que deveria oferecer condições mínimas de funcionamento.
Apesar do cenário, ainda não há anúncio de prazos para intervenções.
O outro lado
Procurada, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte) afirma que o prédio não pertence ao município, estando vinculado a uma associação privada por meio de um termo de comodato firmado há décadas. Segundo a pasta, essa situação limita legalmente a realização de obras estruturais.
A secretaria também aponta que há indícios de que a associação responsável pelo imóvel não esteja em pleno funcionamento, o que, segundo o órgão, aumenta a insegurança jurídica sobre o uso do espaço.
O caso está sob análise da Procuradoria Geral do Município, que estuda alternativas para regularizar a situação.
Sem resposta prática
Enquanto o impasse jurídico se arrasta, estudantes seguem convivendo com problemas estruturais no dia a dia. A prefeitura, até o momento, não detalhou quais medidas emergenciais podem ser adotadas nem estabeleceu prazo para resolver a situação do imóvel.
A reportagem do JBrito ouviu usuários da biblioteca, que cobram não apenas uma solução jurídica, mas ações imediatas para garantir condições dignas de uso do espaço. Confira os detalhes no vídeo.

