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Flávio Bolsonaro e Vorcaro: advogada criminalista defende investigação

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A advogada criminalista Jacqueline Valles, mestre em Direito Penal pela PUC-SP, defende a abertura de investigação formal após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro cobra do banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de R$ 134 milhões. O valor seria para financiar o filme “Dark Horse”, uma produção biográfica sobre Jair Bolsonaro.

Para Valles, os indícios já disponíveis justificam a apuração. No entanto, ela alerta que medidas como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e interceptação telefônica sem uma investigação prévia consolidada violam a Constituição. “Para quebrar qualquer sigilo ou realizar uma busca e apreensão, é necessária uma vasta investigação que justifique a impossibilidade de avançar sem violar esses direitos. Fazer o contrário é um hábito ilegal”, explica a advogada.

O áudio foi revelado pelo Intercept Brasil e confirmado pelo senador. A mensagem, enviada em setembro de 2025 ao celular de Vorcaro — apreendido pela Polícia Federal por fraude estimada em R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito —, mostra Bolsonaro alertando para o risco de paralisação da produção e cobrando uma posição sobre os repasses pendentes.

Jacqueline Valles ressalta a importância de uma investigação séria, especialmente antes das eleições. “Seria possível esclarecer à população qual a posição realmente criminal nesse caso. É importante identificarmos que uma investigação serve para elucidar e não deve ser utilizada como meio político ou bandeira partidária”, pontua. Ela lembra que Daniel Vorcaro mantinha relações com membros dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

A advogada conclui que, embora o investimento privado em produção cinematográfica não seja, por si só, irregular, os indícios de autoria e materialidade já disponíveis são suficientes para iniciar apurações. Essas investigações poderiam ocorrer por meio de um inquérito na Polícia Federal ou no âmbito de uma CPI do Banco Master. “Há elementos para iniciar uma investigação. Não para punir antecipadamente, mas para esclarecer”, finaliza.

Fonte – Moneta Comunicação.

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