InícioPolíciaPF lança operação contra fraudes no Banco Digimais, de Edir Macedo, e...

PF lança operação contra fraudes no Banco Digimais, de Edir Macedo, e bloqueia R$ 670 milhões

Autor

Data

Categoria

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23 de junho) a Operação Miragem para investigar um esquema de fraudes no Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Mais de 50 agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão em São Paulo, e a Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.

Macedo está entre os investigados por ser proprietário do banco. Como mora no exterior, não foi solicitado mandado de busca e apreensão contra ele neste momento, mas seus sigilos bancário e fiscal foram afastados pela decisão judicial.

O que a PF encontrou

As investigações partiram de relatórios do Banco Central que apontaram irregularidades sérias na gestão do Digimais. Segundo a PF, o esquema envolvia manipulação sistemática de balanços para esconder a real situação financeira do banco e aparentar solidez perante os reguladores. A prática teria permitido supervalorização de ativos e geração artificial de receitas na casa de centenas de milhões de reais.

A PF compara as práticas do Digimais às do extinto Banco Master – caso que dominou o noticiário nos últimos meses. Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas, crimes previstos na lei que regula o sistema financeiro nacional.

A história do banco

O Digimais não surgiu assim. Fundado em 1981 em Porto Alegre como Banco Renner – pela família do mesmo nome – passou por mudanças de controle ao longo das décadas. Edir Macedo entrou como acionista minoritário em 2009 e assumiu o controle total em 2020, quando o banco foi reestruturado como digital e adotou o nome atual.

Em dezembro de 2025, Aldemir Bendine – ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras – assumiu o comando como CEO, com aval do Banco Central. Em janeiro do mesmo ano, Macedo chegou a transferir o controle para o empresário Maurício Quadrado, cujo grupo foi rebatizado de BlueBank, mas a operação não se concretizou: o grupo desistiu antes de completar a documentação no Banco Central, alegando deterioração do mercado.

Da redação, com informações do G1.

Postagens Mais Vistas