Em uma movimentação estratégica de sua campanha, o candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, colocou em pauta a necessidade urgente de descentralizar o poder público. O foco principal da proposta é a ocupação efetiva do Centro Administrativo do Distrito Federal, conhecido como CADF, localizado em Taguatinga.
A pauta ganha relevância ao tocar em um ponto sensível da gestão local, que envolve o uso eficiente do dinheiro dos contribuintes. O debate, que ganhou força nesta semana, coloca em xeque a atual logística administrativa da capital federal.
Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o ex-governador sustenta que a mudança para o CADF é o caminho para reduzir custos e aproximar o governo da população, reconfigurando a estrutura administrativa atual.
O impacto financeiro dos aluguéis governamentais
Durante uma sabatina realizada pela CNN nesta terça-feira, Arruda apresentou dados contundentes sobre os gastos da máquina pública. Segundo o candidato, o governo local desembolsa anualmente a cifra de R$ 1 bilhão e 50 milhões apenas com aluguéis de prédios em Brasília.
O político criticou a demora na ocupação do Centrad, afirmando que o governo promete essa transferência há oito anos, mas mantém o uso de prédios espelhados na área central. Para ele, o gasto é injustificável diante das necessidades da população.
Desigualdade social e a realidade das periferias
Além da estrutura física, Arruda destacou o abismo social presente no Distrito Federal. O candidato apontou que, embora a região possua uma das maiores rendas per capita do país, enfrenta índices graves de desigualdade.
Ele citou o exemplo do bairro de Santa Luzia, na Estrutural, como um cenário de desastre social. O candidato descreveu a presença de esgoto a céu aberto e crianças em situação de miséria, contrastando a realidade local com a imponência da Esplanada dos Ministérios.
Auditoria na Neoenergia e parcerias privadas
Sobre a gestão de serviços essenciais, o candidato afirmou que planeja manter o caráter público das operações, mas com o uso estratégico de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Contudo, ele foi enfático ao tratar da energia elétrica.
Arruda prometeu realizar uma auditoria na Neoenergia logo nos primeiros dias de governo. O objetivo, segundo ele, é verificar falhas na prestação do serviço e, caso confirmadas, buscar na justiça a revisão do processo de privatização da holding.
Diálogo político e articulações de campanha
Em relação à política, o candidato defendeu que, em um eventual mandato, priorizará o diálogo com o poder federal, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto. Ele criticou a atual gestão, classificando-a como excessivamente politizada.
Em sua agenda recente, Arruda esteve reunido com microempreendedores e participou de eventos ao lado de nomes como Alberto Fraga. Durante o encontro, Michelle Bolsonaro, embora tenha manifestado respeito pela história do ex-governador, reforçou que ele não é o seu candidato oficial.
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As informações são do Metropoles.
