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PEC da Segurança Pública entra na pauta da CCJ do Senado

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A proposta de emenda à Constituição (PEC 18/2025), conhecida como PEC da Segurança Pública, teve sua tramitação confirmada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente da comissão, senador Otto Alencar, pautou o texto que visa estabelecer um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.

Combate ao crime organizado e sistema prisional

O relator da matéria, senador Rogério Carvalho, decidiu manter integralmente o texto aprovado na Câmara dos Deputados para conferir celeridade ao processo legislativo. A proposta endurece o tratamento aos líderes de facções e milícias, prevendo:

Penas mais rigorosas e regimes especiais.

Obrigatoriedade de cumprimento de pena em unidades de segurança máxima.

Restrições severas à progressão de regime para lideranças criminosas.

O objetivo central é isolar chefes de organizações que operam de dentro das unidades prisionais, cortando o controle territorial que exercem sobre áreas vulneráveis.

Constitucionalização do SUSP

Um dos pilares da PEC é a inserção do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição. Ao alterar o artigo 144, o projeto torna a cooperação entre os entes federativos obrigatória. Rogério Carvalho sustenta que a descentralização excessiva do modelo atual facilitou o enraizamento das facções, tornando necessária uma resposta coordenada e unificada do Estado.

Financiamento e investimentos

Para assegurar a operacionalidade das polícias, a PEC estabelece blindagem orçamentária:

Repasse obrigatório de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional a estados e municípios.

Destinação de 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social (pré-sal) para investimentos diretos no setor.

Tramitação

Para evitar que a matéria retorne à Câmara e sofra atrasos, o relator optou pela rejeição de quatro emendas apresentadas por senadores, argumentando que alterações nesta fase poderiam gerar insegurança jurídica. A votação na CCJ é aguardada como um passo decisivo do Congresso para conter o avanço da criminalidade no país.

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