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PGR analisa pedido de Lindbergh Farias para quebra de sigilo do Instituto Iter

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O cenário político nacional ganha um novo capítulo com a movimentação do deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro. O parlamentar, que atua como vice-líder do governo no Congresso, formalizou um pedido oficial junto à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O foco da solicitação é a abertura dos sigilos bancário e fiscal do Instituto Iter, uma organização que possui vínculos com o ministro André Mendonça, atualmente integrante do Supremo Tribunal Federal. O pedido busca esclarecer a legalidade de transações financeiras específicas.

Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o parlamentar sustenta que a medida é necessária para garantir a transparência sobre contratos públicos firmados pela entidade, que envolvem valores significativos de recursos estaduais e municipais.

Entenda os contratos sob suspeita de irregularidades

A representação enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, destaca dois contratos firmados pelo Instituto Iter. O primeiro deles foi celebrado com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo, no valor de R$ 1.630.000.

O segundo contrato sob análise foi estabelecido com a Prefeitura de São Paulo, totalizando R$ 380.000. Segundo o deputado, ambos os acordos foram realizados por meio de contratação direta, o que desperta questionamentos sobre o processo de escolha da entidade.

O posicionamento de Lindbergh Farias sobre a investigação

É importante ressaltar que o deputado Lindbergh Farias declarou expressamente que não está realizando uma acusação formal de crime contra o ministro André Mendonça. O parlamentar afirma que não se imputa conduta delituosa ao magistrado.

O parlamentar argumenta que o pedido se baseia em um conjunto de circunstâncias objetivamente verificáveis, extraídas de fontes públicas. Para ele, esse cenário configura uma hipótese investigativa séria que justifica a atuação dos órgãos de controle.

Pedido de relatório ao Coaf

Além da quebra de sigilo, o deputado solicitou que a PGR peça ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) detalhado sobre toda a operação.

Esse relatório deve abranger o Instituto Iter, seus sócios e dirigentes durante o período dos fatos, além de estender a análise para outras pessoas jurídicas vinculadas. O objetivo é mapear o fluxo de recursos e verificar possíveis inconsistências financeiras.

Fonte: Metropóles.

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