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Lula prepara resposta a Donald Trump na ONU sobre combate ao PCC e Comando Vermelho em meio a tensões diplomáticas

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O tabuleiro político internacional ganha um novo capítulo com a expectativa em torno da fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima terça-feira, dia 22 de setembro. O mandatário brasileiro deve abordar as críticas feitas por Donald Trump sobre supostas falhas no combate ao PCC e Comando Vermelho.

A movimentação diplomática busca reafirmar a soberania brasileira e mostrar que o país possui estratégias ativas contra o crime organizado. O governo brasileiro quer neutralizar a narrativa de que o Estado falhou no controle dessas facções dentro das fronteiras nacionais.

As informações foram confirmadas com base em relatos do secretário de Assuntos Multilaterais Políticos, o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, conforme divulgado pelo portal Metrópoles.

Esforços de cooperação internacional

O governo brasileiro ressalta que o país tem mantido uma postura rigorosa por meio de cooperações internacionais e diversos acordos bilaterais, inclusive com os Estados Unidos. O objetivo é demonstrar que o combate ao PCC e Comando Vermelho é uma prioridade constante para a segurança pública brasileira.

O Itamaraty pondera, contudo, que o teor exato do discurso de Lula em Nova York ainda está em fase de definição. O texto final pode sofrer alterações pontuais até o momento da apresentação oficial diante dos líderes mundiais presentes na ONU.

O impacto da designação como terroristas

Em maio deste ano, o governo norte-americano incluiu o PCC e Comando Vermelho nas listas de Terroristas Globais Especialmente Designados e de Organizações Terroristas Estrangeiras. Essa classificação impacta diretamente as atividades financeiras dos grupos criminosos e de seus integrantes.

A decisão gerou preocupação em Brasília, pois autoridades temem que a medida abra brechas para uma possível intervenção militar dos Estados Unidos sob a justificativa de combater o chamado narcoterrorismo, cenário similar ao que ocorreu na Venezuela.

Risco de intervenção militar

O chanceler do Brasil, Mauro Vieira, admitiu publicamente, meses após a decisão de Washington, que existe o risco de uma possível ação militar dos EUA no país. Esse receio pauta a necessidade de uma resposta diplomática firme por parte de Lula.

A estratégia brasileira foca em mostrar que o combate ao PCC e Comando Vermelho é uma questão de soberania nacional. O governo busca, portanto, evitar que a retórica de combate ao terrorismo seja usada como pretexto para interferências externas em solo brasileiro.

Fonte: Metropóles///

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