O presidente Donald Trump prepara-se para um encontro decisivo nesta terça-feira, em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. O objetivo é oficializar um acordo que altera o equilíbrio de forças na Groenlândia.
A iniciativa surge após meses de tensões diplomáticas, iniciadas quando o governo americano demonstrou interesse em adquirir o território. Agora, o foco mudou para a cooperação militar estratégica.
Conforme informações divulgadas pela Reuters, o pacto visa ampliar a presença dos EUA na ilha, que possui localização privilegiada e vastos recursos minerais, conforme relatado pela fonte.
Novas bases e expansão estratégica
O plano prevê que, além da já conhecida Base Espacial de Pituffik, os Estados Unidos passem a operar em dois novos locais estratégicos. Tratam-se de Narsarsuaq, uma antiga base da Guerra Fria, e Mestersvig, atualmente sob responsabilidade de unidades de elite dinamarquesas.
Essa movimentação representa a maior ampliação da infraestrutura militar americana na região desde o período da Guerra Fria. Naquela época, os EUA mantinham 17 instalações e mais de 10 mil militares em solo groenlandês.
Segurança coletiva e soberania
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, destacou que o acordo coloca a segurança do Ártico sob a proteção coletiva da Otan. Isso evita que a responsabilidade fique concentrada apenas entre Washington e Copenhague.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou em Nova York que o motivo pelo qual podem concluir este acordo, que é benéfico para a Groenlândia, os Estados Unidos e a Europa, assim como para o Reino da Dinamarca, é que se trata de uma questão de política de segurança.
O fim do impasse diplomático
O pacto serve como uma solução para a crise iniciada em janeiro, quando a recusa de Trump em descartar o uso de força ou pressão econômica para adquirir a ilha gerou mal-estar internacional. A Dinamarca reforçou que o documento respeita a soberania do reino e o direito à autodeterminação da Groenlândia.
Embora o texto final ainda não tenha sido divulgado, o acordo marca uma mudança nas ambições americanas. A Groenlândia, que é um território autônomo três vezes maior que o Texas, torna-se peça-chave na estratégia global de segurança dos Estados Unidos no Ártico.
