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Produção de etanol de milho dispara no Brasil e mira mercado global de combustíveis marítimos com alta de quase 15% até 2027

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A indústria brasileira de biocombustíveis está em ritmo acelerado, transformando a dinâmica do mercado nacional e atraindo olhares atentos de investidores em todo o mundo. O crescimento do etanol de milho é um dos pilares dessa transformação econômica.

Com investimentos robustos em capacidade industrial, o país se prepara para um salto significativo na oferta do produto, consolidando o etanol de milho como uma alternativa real e competitiva frente aos combustíveis fósseis tradicionais.

Conforme dados divulgados pela Datagro, a expectativa é que o setor alcance números expressivos na safra 2026/27, impulsionando a economia e a transição energética, segundo informações da CNN Brasil.

Crescimento acelerado e capacidade industrial

A projeção da Datagro aponta que a produção de etanol de milho atingirá 11,8 bilhões de litros na safra 2026/27. Esse volume representa um avanço de 14,6% em relação aos 10,3 bilhões de litros registrados no período anterior.

O presidente da Datagro, Plinio Nastari, destaca que o país conta hoje com 33 unidades produtoras de etanol de milho. Desse total, 20 são dedicadas exclusivamente ao grão, enquanto 13 operam no sistema flex, processando tanto cana quanto milho.

O etanol como alternativa para os oceanos

O horizonte para o etanol de milho vai muito além dos carros nas cidades. O biocombustível surge como uma solução promissora para o transporte marítimo, buscando substituir o poluente bunker, que é o combustível comum dos grandes navios.

Nastari estima que esse mercado potencial pode chegar a 50 bilhões de litros até 2050. Atualmente, cerca de 70 navios já possuem motores flexíveis, com a previsão de que outros 400 entrem em operação até o final de 2027.

Desafios na sustentabilidade e biomassa

Com o aumento da produção de etanol de milho, a demanda por biomassa para gerar energia nas usinas cresceu, pressionando os preços. O valor do cavaco de eucalipto, por exemplo, subiu 150% nos últimos seis anos, saindo de R$ 60 para até R$ 250.

O setor enfrenta o desafio de garantir fontes de biomassa que atendam aos rigorosos padrões globais de sustentabilidade. Por isso, produtores estão ampliando as áreas de plantio de eucalipto, evitando o uso de madeira de supressão nativa.

Perspectivas para a próxima safra

No cenário geral do Centro-Sul, a produção total de etanol deve somar 37,12 bilhões de litros na safra 2026/27. Esse número inclui o etanol de milho e representa um aumento de 3,4 bilhões de litros frente à temporada anterior.

O fortalecimento desse mercado garante que o Brasil continue na vanguarda da energia limpa, oferecendo ao mundo uma alternativa viável para a descarbonização, enquanto fortalece a produção interna de biocombustíveis.

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