A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) criticou a liberação do canal Exército do Lula (PT) no WhatsApp. Administrado pelo deputado André Janones, o canal tem cerca de 3,3 milhões de seguidores.
A equipe de Flávio afirma que o canal prejudica a disputa eleitoral. Segundo a campanha, além de divulgar informações falsas, ele orientaria usuários a driblar as regras das plataformas e da Justiça Eleitoral.
O caso voltou a ganhar força depois que o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou uma decisão anterior de Nunes Marques, que havia suspendido o canal temporariamente. A campanha de Flávio classificou a liberação como tolerância com a desinformação.
A defesa de Flávio havia recorrido a Nunes Marques, presidente do TSE, que determinou a suspensão do canal. Cueva depois reverteu a decisão. Segundo o corregedor, o uso de diferentes caminhos judiciais não deve permitir que uma das partes escolha qual julgador vai analisar o caso.
A campanha de Flávio contesta esse entendimento. Afirma que os processos tratam de assuntos diferentes: a presidência do TSE cuidaria do plano de conformidade com as plataformas, enquanto a corregedoria analisaria denúncias de abuso de poder. Para a equipe, uma atuação não deveria impedir a outra.
Em nota, a campanha chamou o caso de “estarrecedor” e acusou o canal de desrespeitar as regras eleitorais ao divulgar conteúdos sem filtro ou verificação.
A equipe também pediu mais rigor na cobrança dos acordos entre a Meta e o TSE. Na avaliação da campanha, permitir que canais divulguem informações falsas prejudica a igualdade entre os candidatos.
A coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro afirma que quer garantir o cumprimento da lei eleitoral e defende que o combate à desinformação seja uma prioridade para todos os envolvidos.
O caso mostra como a disputa por espaço nas redes se tornou parte central da campanha. Para a equipe de Bolsonaro, a decisão de liberar o canal enfraquece os mecanismos de controle e transparência.
