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Campanha de Flávio Bolsonaro acusa canal ‘Exército do Lula’ de apagar 219 mensagens e questiona relatório do TSE

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A disputa em torno do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, ganhou um novo capítulo após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contestar o relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as mensagens compartilhadas na plataforma.

A equipe do senador e candidato a presidente afirma que o canal teria divulgado conteúdos considerados desinformativos e apagado os registros posteriormente, dificultando a fiscalização. A acusação foi apresentada pelos representantes da campanha, que questionam a conclusão de que não foram encontradas novas publicações com os conteúdos investigados no período analisado.

Segundo a equipe de Flávio Bolsonaro, um monitoramento das atividades do canal identificou a exclusão de 219 publicações na madrugada de 8 de outubro, em um intervalo de 18 minutos.

A campanha sustenta que a retirada das mensagens teria ocorrido após um compromisso de não disseminar notícias falsas. Os representantes do senador também afirmam que, entre os conteúdos removidos, havia referências a vídeos sobre uma suposta redução de aposentadorias e o cancelamento de reajustes do Bolsa Família.

De acordo com a acusação, parte desse material continuou circulando em outras redes sociais, mesmo após a exclusão das mensagens do WhatsApp.

As alegações precisam ser confrontadas com os registros originais, a íntegra do relatório técnico e os elementos apresentados no processo judicial para que seja possível estabelecer o conteúdo das publicações e as circunstâncias em que foram apagadas.

Decisões divergentes no TSE

O caso também provocou decisões distintas dentro da Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou inicialmente a suspensão do canal, atendendo a um pedido relacionado à campanha de Flávio Bolsonaro. Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva revogou a medida.

A divergência ampliou o debate sobre os procedimentos judiciais adotados e os critérios utilizados para restringir canais de comunicação política durante o período eleitoral.

A campanha do senador criticou a condução do processo e questionou a retirada do sigilo dos autos sem, segundo sua versão, a adoção de medidas suficientes para preservar os dados que considerava relevantes para a investigação.

Os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que impedir a circulação de conteúdos ilícitos e investigar possíveis tentativas de dificultar a fiscalização não representa censura, mas aplicação das regras eleitorais.

A equipe também argumenta que a exclusão das mensagens comprometeria a análise posterior do material e dificultaria a comprovação das irregularidades apontadas na representação.

O ponto central da controvérsia é saber se os registros disponíveis permitem comprovar as acusações e se houve alguma conduta destinada a impedir a fiscalização da Justiça Eleitoral.

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Fonte: informações atribuídas à campanha de Flávio Bolsonaro e ao processo em tramitação no TSE.

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