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Dólar encosta em R$ 5 e Ibovespa rompe os 208 mil pontos

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O mercado financeiro nacional viveu um dia de forte apetite por risco nesta terça-feira (20), marcado pela valorização das ações locais e pela pressão baixista sobre a moeda dos Estados Unidos. O movimento combinou a melhora do humor nas praças internacionais com a contínua atração de recursos externos para a economia doméstica, além da atenção voltada aos desdobramentos da corrida eleitoral no Brasil.

Ibovespa salta e atinge maior nível em semanas

O principal índice acionário brasileiro encerrou a sessão com avanço expressivo de 1,57%, atingindo os 208.295,98 pontos — patamar mais alto registrado desde 9 de outubro. Ao longo do dia, o indicador tocou a máxima de 208.941,57 pontos, quando registrava alta de 1,88%.

A recuperação foi puxada por papéis com maior sensibilidade ao crédito interno e às projeções para a taxa de juros. Em um ambiente com perspectivas de afrouxamento nas condições financeiras, companhias atreladas ao consumo tendem a se beneficiar de menores custos de captação, estimulando a atividade corporativa.

Dólar recua pelo terceiro dia consecutivo

Na ponta cambial, a divisa norte-americana fechou em queda de 0,58%, cotada a R$ 5,019 para venda, após ter flertado com o patamar simbólico de R$ 5,00 nos momentos de maior liquidez. Com o resultado, o dólar comercial ampliou as perdas para 3,02% em outubro e acumula retração de 8,56% em 2026.

A desvalorização seguiu o compasso de enfraquecimento da moeda no exterior, evidenciado pela baixa de 0,26% do índice DXY, que monitora a divisa perante outras seis moedas globais de destaque. Números abaixo do esperado no setor de moradia nos Estados Unidos e a consequente queda nos rendimentos dos títulos soberanos (Treasuries) diminuíram a atratividade dos papéis norte-americanos, redirecionando o fluxo financeiro para países emergentes.

Petróleo em baixa alivia temores inflacionários

Outro elemento decisivo para a melhora dos ativos de risco foi a retração das cotações internacionais do petróleo. O barril da variedade Brent cedeu 0,69%, negociado a US$ 108,79.

O recuo da commodity ocorreu após a sinalização de progressos diplomáticos envolvendo os governos dos Estados Unidos e do Irã para atenuar as disputas no Oriente Médio. O arrefecimento do risco geopolítico traz alívio para os fretes e o setor de energia, arrefecendo as pressões inflacionárias globais e abrindo espaço para posturas menos restritivas dos principais bancos centrais.

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Com Agência Brasil.

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