A noite de 25 de outubro de 2026 entrou para a história. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito e terá um inédito quarto mandato como presidente do Brasil. Além disso, é o primeiro postulante desde a instituição dos dois turnos, na eleição de 1989, a chegar em segundo lugar na primeira votação e virar para a segunda. Para completar, Lula, que chega aos 81 amanhã, será a pessoa mais idosa a tomar posse como presidente da República. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula obteve 64.255.969 votos (51,79%), derrotando o senador Flávio Bolsonaro, que teve 59.826.002 votos (48,21%) — no primeiro turno, Flávio havia chegado na frente, com 47,03%, contra 45,16% do presidente. Lula consagrou-se como o presidente mais votado da história, ampliando em 3,8 milhões os votos que recebeu em 2022.
Contribuiu para a vitória de Lula a queda recorde na abstenção (de 21,08% no 1º turno para 19,21%) e nos votos brancos e nulos (5,98 milhões para 4,15 milhões). O presidente aumentou sua votação em todos os estados e no DF, com maior crescimento numérico em São Paulo, Rio e Minas. Como seu pai quatro anos atrás, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota, e disse que vai pedir a anulação do pleito. (g1)
Lula votou pela manhã em São Bernardo do Campo (SP) e, ao sair da seção eleitoral, agradeceu aos eleitores e enalteceu a mobilização de sua militância. O presidente acompanhou a apuração em São Paulo, no Hotel Intercontinental, perto da Avenida Paulista, onde seus apoiadores já se concentravam. Confirmada a vitória, ele foi para a avenida com a primeira-dama Janja, o vice Geraldo Alckmin e outros aliados. Em seu discurso, Lula disse ter vencido a mentira e prometeu governar com “o Congresso que foi eleito”, marcadamente conservador.
O presidente afirmou ainda que precisou enfrentar a “intromissão” das plataformas digitais. E disse que aprendeu muitas lições com as eleições, prometeu mudar o jeito de governar, garantiu mais participação popular nas decisões de governo e disse que vai dar mais espaço para a comunicação digital em seu quarto mandato. Ele agradeceu em especial ao deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela intensa campanha online por sua eleição. (UOL).
Independentemente das diferenças políticas, líderes conservadores latino-americanos parabenizaram o presidente Lula pela reeleição. “Parabéns, Lula, pela sua eleição como presidente do Brasil”, escreveu Santiago Peña, presidente do Paraguai. “Parabenizo o presidente Lula pela sua vitória. A Bolívia e o Brasil são países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns”, disse o boliviano Rodrigo Paz. A peruana Keiko Fujimori reafirmou a vontade de “fortalecer nossa aliança estratégica, a integração, a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia”. Já o argentino Javier Milei, que coleciona ataques a Lula, não se manifestou oficialmente e compartilhou publicações de sites direitistas afirmando, sem provas, que houve fraude na eleição brasileira. (Folha).
Flávio Bolsonaro anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação da eleição presidencial. Flávio contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação em todo o país até as 19h. O candidato derrotado acusou o Supremo de alterar as regras eleitorais durante a votação. O senador afirmou que não aceitará o resultado nas condições em que ocorreu o pleito e alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Justiça Eleitoral por determinação do STF. A acusação não foi acompanhada de comprovação no relato divulgado. Entretanto, já há um consenso no Supremo e no TSE contra a anulação das eleições. (UOL).
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Fonte: News do Meio.

