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“Quem votou a favor do projeto que autoriza que ricos furem a fila da vacina admite a ideia de que há brasileiros de primeira e segunda categoria”, disse ativista

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A votação da proposta que permite aos empresários comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que seja doada a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS), fora aprovada na Câmara dos Deputados nesta  quarta-feira (7). A proposta será enviada ao Senado. No entanto, a proposta  vem sendo criticada nas redes sociais por ser considerada uma forma de furar a fila do SUS no processo de vacinação no Brasil.

Segundo o texto, as regras se aplicam às pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio. Poderão ser vacinados ainda outros trabalhadores que prestem serviços a elas, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas.

“Deputados, todos os argumentos que vocês utilizam estão equivocados. Faltam vacinas no mercado. O setor privado, no máximo, competiria com o governo. Fora que trabalhador no Brasil não precisa disso. Já existe o PNI (Plano Nacional de Vacinação), que vacina de graça”, escreveu o médico Aristóteles Cardona Jr, que faz parte da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares.

Na mesma linha de pensamento do Médico, o ativista Juliano Medeiros destacou que: “Quem votou a favor (ou se absteve) no projeto que autoriza que ricos furem a fila da vacina admite a ideia de que há brasileiros de primeira e segunda categoria, que pobres são descartáveis e que o dinheiro compra a vida. Institucionalizaram o que a elite sempre pensou”, escreveu Medeiros em sua página pessoal no Twitter.

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